Um estudante de 15 anos foi detido na terça-feira (24) suspeito de matar duas professoras a tiros de fuzil no Estado de Michoacán, no México. O crime aconteceu na escola particular Antón Makárenko, em Lázaro Cárdenas. As vítimas foram María del Rosario, de 36 anos, e Tatiana Bedolla, de 37.
A Guarda Civil e a Polícia Municipal foram chamadas após denúncia de disparos próximos à instituição. As educadoras foram encontradas mortas dentro da escola.

Foto: Google Maps/Reprodução
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de Michoacán confirmou que “ao chegarem ao local, as autoridades encontraram duas mulheres mortas dentro da escola, ambas com ferimentos de bala”.
O adolescente foi capturado dentro da escola. Com ele, foram apreendidos um fuzil, um carregador e mais de 40 cartuchos.
Horas antes do ataque, um vídeo foi publicado nas redes sociais mostrando um jovem com características físicas e vestimentas semelhantes às do detido segurando um fuzil diante de um espelho.
O Ministério Público de Michoacán investiga se o perfil responsável pelas postagens pertence ao suspeito. O mesmo perfil publicou mensagens misóginas ligadas ao movimento incel, subcultura online que promove o ódio contra as mulheres.
A escola Antón Makárenko divulgou nota lamentando a morte das educadoras. “Uma perda irreparável, que deixa um vazio imenso em nossa comunidade”, informou a instituição em postagem no Instagram.
“A dor que vivemos hoje como instituição é profunda. Somos tomados pela consternação, pela impotência e por uma tristeza que compartilhamos com cada um de seus familiares, amigos, colegas e entes queridos”, acrescentou.
O governador de Michoacán, Alfredo Ramírez Bedolla, classificou o episódio como “lamentável”. “Como sociedade, esse fato deve nos levar a refletir sobre o cuidado e a educação que oferecemos aos adolescentes para garantir a eles um futuro melhor”, escreveu em publicação no X.
Michoacán é uma região marcada há décadas pela violência e pelo domínio do crime organizado. Ataques em escolas não são comuns na área.
Com informações de Estadão e AFP.