Um buraco imenso em formato de borboleta se abriu no Sol, nesta quarta-feira (12). O fenômeno foi registrado pela Solar Dynamics Observatory (SDO) da Nasa.

Foto: SDO/Nasa
Chamada de corona, a parte mais externa da atmosfera do Sol geralmente fica escondida pela luz da superfície solar. Ela é composta de faixas brancas de plasma, que irradiam da estrela, como explica o Center for Science Education (Scied) da University Corporation for Atmospheric Research (Ucar).
Os buracos coronais, na realidade, são locais na superfície do Sol onde está mais frio, além de menos denso, do que o plasma em volta. No entanto, pouca radiação é emitida deles, conforme o SDO.
E não é necessário que algo aconteça para que os buracos coronais apareçam, já que eles podem se desenvolver a qualquer momento, independente da região do Sol. Eles também podem durar por várias rotações solares, que são períodos de 27 dias.
Além disso, essas regiões são mais abertas e possuem um campo magnético unipolar, segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (Noaa). Como está aberto, isso permitirá que o vento solar escape para o espaço com uma maior facilidade.
Apesar do buraco no Sol atualmente ser imenso, uma tempestade geomagnética menor, classificada como G1, pode atingir a Terra no sábado (14), conforme a previsão do Noaa para os próximos dias. Ou seja, ela pode causar pequenos impactos em satélites, o surgimento de auroras em locais de altas altitudes e afetar animais migratórios, por exemplo.