Christian Brückner, principal suspeito no desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann, foi libertado da prisão de Sehnde, no norte da Alemanha, nesta quarta-feira (17). O alemão de 49 anos cumpria pena por estuprar uma americana de 72 anos em Portugal, crime ocorrido em 2005.

Foto: Divulgação/Metropolitan Police
As autoridades alemãs confirmaram não ter mais justificativa legal para manter Brückner detido após o cumprimento integral de sua sentença pelo estupro. Segundo informações do jornal O Globo, um repórter da AFP presente no local confirmou a saída do suspeito da unidade prisional.
O crime pelo qual Brückner cumpriu pena aconteceu na Praia da Luz, mesmo resort de férias português onde Madeleine desapareceu 18 meses depois. A menina britânica, então com 3 anos, sumiu em 3 de maio de 2007 durante férias com a família no Algarve.
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Os promotores da Alemanha tratam o desaparecimento de Madeleine como um inquérito de assassinato, enquanto a polícia britânica ainda considera o caso como de pessoa desaparecida. Até o momento, Brückner nunca foi formalmente acusado pelo desaparecimento da criança, apesar de ser apontado como principal suspeito pelas autoridades alemãs.
O promotor-chefe do caso, Christian Wolters, expressou preocupação com a libertação de Brückner, descrevendo-o como “fundamentalmente perigoso”. Segundo Wolters, um especialista psiquiátrico que avaliou recentemente o suspeito concluiu que “outros crimes sexuais são esperados”.
“Ele não passou por nenhuma terapia ou tratamento similar na prisão, o que significa que, do nosso ponto de vista, devemos presumir que ele reincidirá,” acrescentou o promotor.
Wolters acredita que o suspeito provavelmente deixará o país após sua libertação. “Presumo que ele deixará a Alemanha. Por causa de toda a repercussão da mídia, para não ter que enfrentar isso o tempo todo,” afirmou à AFP.
Não há informações sobre para onde Brückner irá após sua libertação ou se continuará sendo monitorado pelas autoridades. Apesar das investigações que o ligam ao caso, não existem evidências concretas que permitam uma acusação formal contra ele pelo desaparecimento de Madeleine McCann.