Um ciclone que atua desde o fim de semana no sul da Argentina levantou uma grande nuvem de poeira, observada por satélites avançando para o norte nesta terça-feira (18). O sistema ganhou força na Patagônia e espalhou material particulado por amplas áreas, levantando preocupação sobre possíveis reflexos no Rio Grande do Sul.
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Foto: NOAA/NASA
A MetSul Meteorologia informou que o fenômeno foi alimentado por rajadas extremas em Comodoro Rivadávia, onde a estação oficial registrou vento de 150 km/h e medições de instalações petrolíferas chegaram a ultrapassar 200 km/h.
A ventania derrubou árvores, destelhou casas, causou falta de energia e deixou toda a cidade sem água, reforçando a característica histórica de ventos violentos na região.
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Poeira patagônica avança pela Argentina
O solo arenoso do norte da Patagônia favoreceu a formação da nuvem, que se deslocou rapidamente pelo país. Durante a madrugada e o início da manhã desta terça, cidades como Bahía Blanca, Mar del Plata, Necochea e Tandil relataram visibilidade reduzida, céu acinzentado e um cheiro marcante de poeira suspensa.
O material em suspensão seguiu rumo ao Atlântico e avançou pela província de Buenos Aires com menor intensidade, aproximando-se inclusive da capital argentina. Moradores das áreas litorâneas despertaram com carros cobertos por uma fina camada de poeira e neblina baixa misturada a partículas.
Possíveis efeitos no Rio Grande do Sul
A MetSul avalia que não está descartada a possibilidade de a nuvem alcançar o extremo sul do Rio Grande do Sul ao longo do dia. Caso ocorra, a chegada deve ser discreta e em altitude, sem qualquer risco para a população.
A tendência, segundo os meteorologistas, é que o fenômeno cause apenas efeitos visuais sutis. A poeira pode reforçar tons alaranjados e avermelhados no amanhecer e no entardecer, criando um cenário mais colorido no céu gaúcho antes que as partículas se dissipem completamente.