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ESTADOS UNIDOS

Coca-Cola atende pedido de Trump e confirma que lançará refrigerante com açúcar de cana nos EUA

Trump disse em uma postagem na Truth Social na semana passada que empresa havia concordado em usar açúcar de cana real em seu principal produto nos EUA

Publicado em: 22/07/2025 às 15h:41 Última atualização: 22/07/2025 às 15h:41
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A Coca-Cola anunciou nesta terça-feira (22), que adicionará um refrigerante adoçado com açúcar de cana à sua linha de produtos nos Estados Unidos no outono (do hemisfério norte, que corresponde à primavera do hemisfério sul), confirmando um anúncio recente do presidente americano Donald Trump.

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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | abc+



Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Foto: AFP

Trump disse em uma postagem na Truth Social na semana passada que a empresa havia concordado em usar açúcar de cana real em seu principal produto nos EUA, em vez de xarope de milho com alto teor de frutose. A Coca-Cola não confirmara as mudanças de imediato.

Já nesta terça-feira, o presidente e CEO da Coca-Cola, James Quincey, disse que a fabricante de bebidas expandirá sua linha de produtos “para refletir o interesse do consumidor em experiências diferenciadas”. Atualmente, a Coca-Cola vende nos EUA a Coca-Cola mexicana – que é feita com açúcar de cana.

“Apreciamos o entusiasmo do presidente pela nossa marca Coca-Cola”, disse Quincey em uma reunião com investidores nesta terça-feira. “Essa adição foi projetada para complementar nosso forte portfólio principal e oferecer mais opções em todas as ocasiões e preferências.”

Resultados do segundo trimestre

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A Coca-Cola registrou lucros melhores do que o esperado no segundo trimestre, uma vez que os preços mais altos compensaram os volumes de vendas mais fracos. As vendas caíram 1% globalmente e 1% na América do Norte de abril a junho, mas a empresa disse que os preços subiram 6% no período.

A comercialização global da Coca-Cola caiu, principalmente, devido às vendas mais fracas na América Latina. Um ponto positivo foi a Coca-Cola Zero Açúcar, cuja saída cresceu 14%.

A Coca-Cola tradicional ainda supera em muito a variedade sem açúcar, mas a demanda do consumidor por versões sem açúcar cresce muito mais rapidamente.

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As vendas globais de sucos, laticínios e bebidas à base de plantas caíram 4%, informou a empresa. Os volumes de bebidas esportivas caíram 3%, já que a maior demanda na América do Norte foi compensada por quedas na América Latina.

A receita da Coca-Cola aumentou 1%, chegando a US$ 12,5 bilhões. Ajustada por itens não recorrentes, a receita trimestral foi de US$ 12,6 bilhões. Esse valor ficou em linha com a previsão de Wall Street, de acordo com os analistas consultados pela FactSet.

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O lucro líquido aumentou 58%, chegando a US$ 3,8 bilhões. Seu lucro líquido ajustado foi de 87 centavos, superior à previsão de 83 centavos de Wall Street.

A Coca-Cola disse nesta terça-feira que agora espera que os lucros ajustados para o ano inteiro cresçam 8%. No início do ano, a Coke esperava que seus lucros crescessem de 8% a 10%, mas em abril reduziu essa faixa para 7% a 9%. A Coca-Cola ganhou US$ 2,88 por ação em 2024.

As ações da Coca-Cola Co. caíram ligeiramente no início desta terça-feira, assim como todos os principais mercados dos EUA.

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