O Latin NCAP, órgão independente que avalia a segurança de carros na América do Sul, incluirá a partir de 2026 a valorização de veículos preparados para receber testes de bafômetro em seu novo protocolo. Anunciadas nesta sexta-feira (21), as mudanças tornarão mais difícil para as fabricantes obterem a classificação máxima de cinco estrelas.
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Foto: Reprodução/Latin NCAP
O sistema elevará gradualmente o padrão médio das avaliações até 2029, afetando diretamente fabricantes e consumidores no Brasil e outros países sul-americanos. Os novos critérios entram em vigor a partir de 1° de janeiro de 2026 e incluem testes com dummies mais avançados tecnologicamente.
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O que muda em 2026
Com a atualização do protocolo, os testes de impacto que avaliam a rigidez estrutural dos veículos ganharão maior relevância. Entre as principais mudanças estão:
- Impacto lateral: velocidade maior (60 km/h) e massa de colisão de 1.400 kg
- Impacto em poste: novo ângulo de 75° para avaliação
- Whiplash (chicote): avaliação da segurança de passageiros adultos no banco traseiro
- Teste de evasão (“teste do alce”): realizado em velocidades de 60, 65 e 70 km/h
- Sensor de permanência em faixa: maior pontuação para veículos com manutenção automática
- Frenagem de emergência: combinação de resultados em ambientes urbanos e rodoviários
- Controlador de velocidade: pontuação superior para carros com alerta de velocidade
- Detector de ponto cego: critérios alinhados ao EuroNCAP
- Conector para sensor de álcool: favorecimento de carros com predisposição para instalação de bafômetros, mesmo não sendo item obrigatório
Outros itens
A partir de 2028, para obter cinco estrelas, os veículos precisarão ter obrigatoriamente como itens de série: controle eletrônico de estabilidade, aviso de cinto de segurança, sensor de ponto cego e assistente automático de velocidade.
O Latin NCAP também exigirá que 70% dos carros vendidos na região contem com frenagem autônoma de emergência. Outros recursos como sistemas de permanência em faixa, assistente de velocidade, monitoramento de atenção do motorista e chamadas de emergência deverão estar presentes em maior volume nas vendas totais para garantir a classificação máxima.
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Como a Latin NCAP opera
A organização, composta exclusivamente por engenheiros sem histórico profissional na indústria automotiva, busca aumentar os padrões de segurança veicular na região. Atualmente, o Latin NCAP funciona sem vínculo formal com entidades governamentais responsáveis pela homologação de veículos, o que significa que as fabricantes não são obrigadas a seguir seus protocolos.
Para viabilizar sua transição para órgão regulador, a entidade está em negociações com as principais autoridades de trânsito da América Latina, incluindo Brasil, Argentina e Uruguai.
O financiamento atual do Latin NCAP provém de fundos e organizações não-governamentais internacionais. A entidade reforça que todos os veículos comercializados no Brasil e demais países precisam seguir as normas de segurança definidas por cada mercado, mas seu objetivo é complementar essas regulamentações como um braço independente ligado aos governos.
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