O duplo terremoto na Venezuela registrado nesta quarta-feira (24), já deixou 235 vítimas fatais e 4.300 feridos, além de mais de 100 pessoas desaparecidas. As projeções do Serviço Geológico dos EUA (USGS) apontam que os óbitos podem chegar a cerca de 10 mil.
Segundo as autoridades, milhares de pessoas ficaram feridas, cerca de 200 seguem presas sob os escombros e equipes de resgate continuam as buscas por sobreviventes. A retirada de um bebê em meio aos destroços marca a corrida contra o tempo para salvar quem ainda está sob os prédios que desmoronaram. [Veja o vídeo abaixo.]
O país permanece dentro da janela crítica de 48 horas após os dois terremotos, um com magnitude 7,1, seguido por outro de 7,5. As informações foram divulgadas pela presidente interina do país Delcy Rodríguez e do ministro da saúde, Carlos Alvarado.
Alvarado disse a televisão estatal venezuelana que os 235 mortos, em sua maioria, já chegaram aos hospitais sem vida. “Infelizmente, recebemos cerca de 235 pacientes que alcançaram as Unidades de Saúde sem sinais vitais ou morreram ao chegar”.
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Foto: MANAURE QUINTERO/AFP
Além disso, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informou que 250 edificações foram identificadas como “afetadas ou destruídas” pelo terremoto.
Região mais afetada
O estado de La Guaira, ao norte de Caracas, foi a região mais afetada. O governo classificou como uma “zona de desastre”.
Hospitais ficaram lotados, milhares de pessoas passaram a noite fora de casa e moradores relatam falta de máquinas pesadas para retirar vítimas dos escombros.
Equipes de resgate internacionais começaram a chegar ao país, enquanto governos e organizações anunciaram o envio de ajuda humanitária.
O USGS já havia alertado que o número de mortos poderia aumentar à medida que as buscas avançassem nas áreas mais atingidas.
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Desaparecidos
Um site independente criado por venezuelanos para reunir informações sobre desaparecidos registra quase 60 mil pessoas procuradas após os terremotos.
Segundo as estimativas do portal, mais de 8 mil pessoas foram localizadas e 49 mil seguem desaparecidas.
A timeline registra fotos dos desaparecidos, região, data do desaparecimento e número para contato.
O número não foi verificado e nem confirmado pelo governo venezuelano.