Dez países africanos estão sob alto risco em meio aos surtos de ebola registrados na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda. A avaliação é do Centro de Controle e Prevenção de Doenças do continente (CDC Africa, na sigla em inglês).
Temos dois países afetados e 10 países com alto risco, disse o presidente da entidade, Jean Kaseya, durante entrevista coletiva, citando:
- Sudão do Sul
- Ruanda
- Quênia
- Zâmbia
- República Centro-Africana
- Tanzânia
- Etiópia
- Angola
- Congo
- Burundi
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Foto: Agência Brasil
Segundo Kaseya, fatores como a proximidade com áreas afetadas pelo ebola e a existência de rotas de viagem ou rotas comerciais, além de fronteiras com baixo monitoramento de casos suspeitos contribuem para a classificação de alto risco.
Os demais países do continente, de acordo com o presidente do CDC Africa, foram classificados como em risco de registrar casos importados da doença. “Dependendo da forma como os surtos evoluírem, podemos reconsiderar essa classificação.”
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República Democrática do Congo
Na sexta-feira (23), a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou de alto para muito alto o risco imposto pelo surto de ebola na República Democrática do Congo. O anúncio foi feito pelo diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
O surto de ebola da República Democrática do Congo está se espalhando rápido. Anteriormente, a OMS havia avaliado o risco como alto nos níveis nacional e regional e como baixo a nível global, disse, em pronunciamento.
Dados da OMS mostram que, até o momento, 82 casos de ebola foram confirmados na RDC, além de sete mortes. Mas sabemos que a epidemia no país é muito maior. Há quase 750 casos suspeitos e 177 mortes suspeitas, destacou o diretor-geral.
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Uganda
O Ministério da Saúde de Uganda reportou neste sábado (23) mais três casos confirmados no país, incluindo um profissional de saúde, um motorista e uma mulher congolesa que havia visitado a província de Ituri, na República Democrática do Congo.
Com isso, a OMS atualizou para cinco o número de casos confirmados de ebola em Uganda. Neste momento crítico da resposta ao surto, é vital que as autoridades mantenham alta vigilância para controlar a expansão do vírus, avaliou Tedros.
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