O El Niño Costeiro previsto para 2026 se intensifica no decorrer de março com superaquecimento das águas superficiais nos litorais do Peru e do Equador. Conforme a meteorologista Estael Sias, da MetSul Meteorologia, este episódio já se iguala a valores de março de 2023, com efeitos no clima dos dois países, que sofrem com inundações e deslizamentos. O Equador emitiu alerta nacional.
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Foto: NASA
O último boletim da NOAA, agência de tempo e clima norte-americano, indicou que a anomalia de temperatura da superfície do mar na chamada região Niño 1+2 estava em +1,5°C. Estael explica que essa região mede a temperatura do mar nos litorais do Peru e do Equador, onde se forma o El Niño Costeiro.
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“A anomalia positiva de temperatura do mar nesta área mais a Leste do Pacífico Equatorial deu um salto de uma semana para a outra, uma vez que na semana anterior era de +0,9ºC”, expõe a meteorologista. Segundo ela, esta temperatura se iguala ao registrado em março de 2023, “antecedendo a instalação de um episódio muito forte do El Niño clássico ou canônico”.
O valor atual, no entanto, está abaixo do pico nesta mesma época de +2,3ºC, anotado na metade de março de 2017 durante um episódio de El Niño Costeiro há nove anos. Ocorre que naquele ano o aquecimento não se sustentou nos meses seguintes com o resfriamento das águas nos litorais peruano e equatoriano, o que não vai acontecer 2026.
O que esperar
A meteorologista esclarece que a tendência é de que o Pacífico siga aquecendo na chamada região Niño 1+2, junto à costa da América do Sul, com o aquecimento se estendendo a praticamente toda a faixa equatorial, o que vai levar à instalação de um episódio do denominado El Niño global ou canônico nos próximos meses.