Um forte terremoto de magnitude 7,8 provocou destruição, mortes e dezenas de feridos no sul das Filipinas na segunda-feira (8). Milhares de pessoas ficaram fora de casa, enquanto as equipes de resgate enfrentam dificuldades para atuar nas áreas mais atingidas, especialmente na província de Sarangani.
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Foto: Google Maps/NOAA
Os danos estruturais e os tremores secundários complicam a resposta às vítimas. Casas e prédios sofreram rachaduras, deslizamentos de terra e episódios de liquefação do solo, obrigando muitas famílias a abandonarem suas residências. Em vários pontos, a preocupação com novos desabamentos continua alta.
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Alertas de tsunami e operação de resgate
Conforme a MetSul Meteorologia, alertas de tsunami chegaram a ser emitidos nas Filipinas e em países vizinhos após o tremor, mas foram cancelados horas depois, quando o risco diminuiu. Ainda assim, a população segue em alerta diante da possibilidade de novos abalos e da instabilidade no terreno.
Moradores relatam momentos de pânico durante o terremoto e dizem que a reconstrução será longa. Em muitas comunidades, o impacto foi tão forte que há famílias que afirmam não poder retornar às suas casas, precisando recomeçar do zero em outra localidade.
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Antes disso, no dia 20 de abril, outro violento terremoto de magnitude 7,7 pela escala da Agência Meteorológica do Japão atingiu a costa de Sanriku, no Nordeste da ilha de Honshu, junto à Fossa do país, uma das áreas sismicamente mais ativas do planeta. O tremor, que teve magnitude entre 7,4 e 7,5 pela escala de momento sísmico, foi sentido desde Hokkaido até a região central do país.
Terremotos e a polêmica relação com El Niño
Segundo o meteorologista Luiz Nachtigall, como ambos os tremores foram registrados no Pacífico na fase inicial deste episódio de El Niño, a ocorrência retomou a discussão sobre uma possível relação entre terremotos e o fenômeno de aquecimento das águas do Pacífico. Trata-se de uma tese controversa na ciência, com defensores e críticos que apresentam explicações diferentes para a coincidência entre sismos e mudanças oceânicas.
Alguns estudos sugerem que variações no nível do mar e alterações ligadas ao magma submarino poderiam influenciar a atividade sísmica. Outros pesquisadores contestam essa hipótese, apontando que as mudanças de pressão seriam insuficientes para alterar a frequência dos terremotos e reforçando que o papel dos ventos é o principal motor do El Niño.
Círculo de Fogo do Pacífico concentra os maiores riscos
O conteúdo também lembra que os fortes terremotos são comuns no Círculo de Fogo do Pacífico, uma das áreas sismicamente mais ativas do planeta. A região reúne o encontro de várias placas tectônicas e concentra cerca de 90% dos abalos sísmicos e metade dos vulcões do mundo.
Por isso, países como Filipinas e Indonésia frequentemente enfrentam terremotos e tsunamis de grande impacto. O fenômeno ajuda a explicar por que tragédias desse tipo continuam ocorrendo com tanta intensidade na faixa que contorna o Oceano Pacífico.