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Estados Unidos enviam navios de guerra a águas próximas à Venezuela após governo Trump prometer usar "toda a força" contra Maduro

Três destróieres integram operação que inclui o deslocamento de mais de 4 mil fuzileiros navais e marinheiros para a região do Caribe e América Latina

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Publicado em: 20/08/2025 às 10h:23 Última atualização: 20/08/2025 às 10h:40
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Os Estados Unidos estão enviando três destróieres da classe Arleigh Burke para águas próximas à Venezuela como parte de uma operação contra cartéis de drogas.

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A movimentação militar deve ocorrer nesta semana, segundo autoridades americanas citadas pela Reuters. A porta-voz do governo Trump, Karoline Leavitt, afirmou nesta terça-feira (19) que o país utilizará “toda a força” contra o regime de Nicolás Maduro.

Trump e Maduro | abc+



Trump e Maduro

Foto: Reprodução

Os navios, equipados com sistemas antimíssil Aegis e mísseis de ataque, integram uma operação mais ampla que inclui o deslocamento de mais de 4 mil fuzileiros navais e marinheiros para a região do Caribe e América Latina.

Conforme reportado pela agência de notícias, a imprensa americana havia divulgado essa movimentação no fim da semana passada.

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Recompensa pela captura de Maduro

A ação naval acontece após Washington dobrar a recompensa por informações que levem à captura de Maduro. O valor passou de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões (R$ 273,1 milhões) no início de agosto.

Trump também assinou uma diretriz autorizando o Pentágono a empregar militares contra cartéis de drogas latino-americanos.

“O presidente [Donald Trump] está preparado para usar toda a força americana com o objetivo de impedir que as drogas inundem nosso país, além de levar os responsáveis à Justiça. O regime de Maduro não é o governo legítimo – é um cartel narcoterrorista”, afirmou Leavitt.

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Alvos principais

A operação tem como alvos principais organizações como o cartel de Sinaloa, do México, e o grupo Tren de Aragua, da Venezuela, que Trump classificou como organizações terroristas estrangeiras em fevereiro deste ano. Essa designação é tradicionalmente aplicada a grupos que utilizam violência para fins políticos.

Uma autoridade que falou à Reuters sob condição de anonimato confirmou que o processo deve se estender por vários meses, com militares atuando em espaços aéreos e águas internacionais.

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Resposta de Maduro

Em resposta às ações americanas, Maduro anunciou na segunda-feira (18) a mobilização de milicianos. “Vou ativar nesta semana um plano especial para garantir a cobertura, com mais de 4,5 milhões de milicianos, de todo o território nacional. Milícias preparadas, ativadas e armadas”, declarou em pronunciamento transmitido pela TV, citando a “renovação das ameaças” dos EUA contra a Venezuela.

O regime venezuelano também anunciou a suspensão e proibição de atividades relacionadas a aeronaves pilotadas e não pilotadas por 30 dias, prorrogáveis posteriormente. A medida inclui o uso de drones, tecnologia associada a um incidente em 2018, quando Maduro teve um discurso interrompido após explosões próximas ao local do evento.

Crianças venezuelanas

Em outra frente de atrito, o governo venezuelano afirmou nesta terça-feira que 66 crianças venezuelanas permanecem nos Estados Unidos após serem separadas de seus pais durante processos de deportação.

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“Temos 66 crianças sequestradas nos EUA. É um número que aumenta a cada dia. É muito preocupante”, disse Camila Fabri, presidente do programa governamental “Retorno à Pátria”.

Fabri, esposa de Alex Saab, empresário colombiano aliado de Maduro que foi libertado pelos EUA em 2023 em uma troca de prisioneiros, classificou a situação como “uma política cruel e desumana”.

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Durante o evento, ela prometeu: “Vamos trazer de volta todas as 66 crianças”, acompanhada por mães que leram uma carta dirigida à primeira-dama americana, Melania Trump, solicitando sua intervenção pelos menores colocados em lares adotivos nos Estados Unidos.

Com informações de Folha de S.Paulo e Reuters.

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