Após três meses sob o efeito de La Niña, as condições do Oceano Pacífico Equatorial voltaram à neutralidade, embora a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA), dos Estados Unidos, ainda informe a presença do fenômeno climático.
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Foto: Eduardo Amaral/GES-Especial/Arquivo
A análise da MetSul Meteorologia é de que o Pacífico retornou para a condição de neutralidade após três meses de La Niña, o que deve causar um grande debate sobre a ocorrência de um evento de tão curta duração. Os meteorologistas acreditam que é provável que a NOAA altere o status nos próximos dias.
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De acordo com o último boletim semanal da NOAA, a anomalia de temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial Central-Leste (região Niño 3.4), era de -0,2ºC. O valor informado pela agência norte-americana está na faixa de neutralidade (-0,5ºC a +0,5ºC). Esta é a terceira semana seguida que o boletim da agência norte-americana reporta anomalia da temperatura da superfície do mar em patamar de neutralidade.
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“Com base nos dados diários por satélites, estamos convictos que o boletim que vai ser divulgado na segunda-feira (10) trará dados mostrando pela quarta semana consecutiva o Pacífico Centro-Leste com anomalias em patamar de neutralidade”, informa a MetSul.
Em meados de fevereiro, as águas do Pacífico começaram a apresentar aquecimento, o que afetou as anomalias de temperatura. Ainda, a MetSul explica que, na chamada região Niño 1+2, que mede a temperatura do mar na costa do Peru e do Equador, houve acentuado aquecimento, o que resultou em chuva muito intensa na região.
Essa precipitação levantou a discussão sobre o risco de um El Niño Costeiro, que se diferencia do clássico ou canônico El Niño, que tem impactos maiores e mais amplos no clima do Brasil e do mundo.