O ministro das relações exteriores do Irã, Abbas Araghchi, informou na noite desta terça-feira (7) que o país permitirá a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz enquanto durar o cessar-fogo com os Estados Unidos e Israel, previsto para as próximas duas semanas.

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“Se os ataques contra o Irã forem interrompidos, nossas poderosas Forças Armadas cessarão suas operações defensivas. Durante um período de duas semanas, será possível garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, mediante coordenação com as Forças Armadas do Irã e levando em consideração as limitações técnicas”, escreveu Araghchi em postagem nas redes sociais.
No mesmo texto, o chanceler iraniano confirmou as negociações para um acordo de paz permanente e agradeceu a mediação do Paquistão para o cessar-fogo.
O Estreito, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é importante para o trânsito global de petróleo. Estima-se que 20% da produção global transite pelo Estreito, que estava fechado desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. O Irã ameaçava bombardear navios que tentassem passar pelo local, principalmente dos Estados Unidos e aliados.
A situação levou a um aumento no preço do barril de petróleo para acima de US$ 100, chegando a picos de US$ 120. Consequentemente, preços de combustíveis derivados, como gasolina, diesel e querosene de aviação também subiram, causando um aumento na inflação.
Na noite desta terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de duas semanas na guerra para que os países envolvidos retomem negociações que levem a um acordo de paz duradouro. O Estreito foi mencionado por Trump como uma questão crucial.
“Com base nas conversas com o Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif e o Marechal de Campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais me solicitaram que suspendesse o envio de forças destrutivas ao Irã esta noite, e desde que a República Islâmica do Irã concordasse com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas”, escreveu o presidente americano na rede social.
O Irã aceitou a proposta após intensos esforços diplomáticos paquistaneses e uma intervenção de última hora da China, um aliado fundamental, que pediu ao Irã que demonstrasse flexibilidade e reduzisse as tensões, e em meio a crescentes preocupações com a devastação econômica causada pelos danos à infraestrutura crítica, segundo três autoridades iranianas. Elas afirmaram que o cessar-fogo foi aprovado pelo novo líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei.