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Manifestantes queimam casa de ex-primeiro-ministro do Nepal com esposa dentro

Ravi Laxmi Chitrakar, esposa do ex-premiê Jhala Nath Khanal, sofreu queimaduras graves e está no hospital

Publicado em: 09/09/2025 às 16h:49 Última atualização: 09/09/2025 às 16h:53
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Manifestantes que foram às ruas no Nepal nesta terça-feira (9), nos protestos violentos que culminaram com a renúncia do primeiro-ministro KP Sharma Oli, incendiaram a casa do ex-primeiro-ministro Jhala Nath Khanal com sua esposa dentro. A mulher, Ravi Laxmi Chitrakar, sofreu queimaduras graves e está no hospital, informou o líder do partido de Khanal, Jagannath Khatiwada.

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Protestos no Nepal | abc+



Protestos no Nepal

Foto: Reprodução / Rede social

Os protestos começaram por causa de uma medida do governo que bloqueou o acesso às plataformas de redes sociais, mas escalaram para um descontentamento maior após o governo reprimi-los e causar a morte de 19 manifestantes nesta segunda e ferir centena de outros. Além da casa de Khanal, as residências de Oli e de outros dois ex-premiês também foram incendiadas.

Os manifestantes também tocaram fogo na casa do ministro do Interior, Ramesh Lekhak, que assumiu a responsabilidade moral pelas 19 mortes e renunciou ao cargo na segunda. Delegacias de polícia e prédios ministeriais também foram incendiados.

Em resposta à onda de violência, o exército nepalês anunciou que enviaria tropas para restaurar a ordem nas ruas. A violência continuou mesmo após a renúncia do líder do país e a revogação das proibições governamentais de acessar as redes sociais, que a desencadearam.

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Os chefes das principais agências de segurança do Nepal, incluindo o chefe do exército, emitiram uma declaração conjunta apelando à moderação e conclamando os partidos políticos a encontrarem uma saída pacífica para a crise. Com a saída de Oli e de vários outros altos funcionários, no entanto, não está claro quem assume o comando do país.

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Em um comunicado, os chefes militares pediram aos manifestantes que parassem de saquear e atear fogo na capital, Katmandu.

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Em meio à onda de violência, vídeos que circulam nas redes sociais mostram ministros do país deixando os prédios governamentais de helicóptero. Relatos locais indicam que manifestantes foram vistos atirando granadas contra um prédio do governo. Alguns civis foram fotografados com fuzis.

Além dos prédios ministeriais e residências oficiais, dois aeroportos foram danificados, assim como os hotéis Hilton e Varnabas.

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Origem das manifestações

Os protestos começaram com a proibição imposta pelo governo na semana passada às principais plataformas de mídia social, incluindo WhatsApp e Instagram, que reacendeu anos de raiva e frustração com a corrupção governamental e a desigualdade econômica. O governo de Oli recuou das restrições nesta terça-feira.

Nesta segunda-feira, os protestos foram reprimidos e 19 manifestantes morreram. Centenas de outros ficaram feridos por munição real, balas de borracha e canhões de água. O Ministério da Saúde do Nepal incentivou as pessoas a doarem sangue nesta terça para ajudá-los.

Após a primeira onda de repressão, as autoridades declararam toque de recolher na tentativa de evitar mais um dia de protestos, mas uma nova onda de agitação rapidamente tomou conta da capital.

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Manifestantes invadiram o principal prédio administrativo do governo, onde fica o gabinete de Oli. Fumaça foi vista saindo do prédio do Parlamento. O prédio da Suprema Corte foi incendiado, assim como as sedes do Partido Comunista do Nepal, de Oli, e do Partido do Congresso Nepalês.

Enquanto a fumaça dos incêndios cobria o Vale de Katmandu, o principal aeroporto internacional do Nepal foi fechado e os voos programados para pousar lá foram desviados para outros países.

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