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Militares dos EUA desembarcam no Paraguai com armas e munições; entenda movimentação do exército no país vizinho

Países assinaram acordo de cooperação no final de dezembro para combater crime organizado no Paraguai

Publicado em: 15/01/2026 às 14h:51 Última atualização: 15/01/2026 às 14h:52
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Militares norte-americanos estão mais próximos do Brasil do que a população imagina. Membros do exército dos Estados Unidos desembarcaram no Paraguai no último sábado (9), com munições e armas. Esses equipamentos devem ser usados durante o treinamento do batalhão paraguaio.

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Militares dos EUA desembarcaram no Paraguai no último sábado (9) | abc+



Militares dos EUA desembarcaram no Paraguai no último sábado (9)

Foto: Agência IP/Reprodução

Os militares dos EUA chegaram ao país em uma aeronave C-17, da Força Aérea norte-americana, segundo a Agência de Informação Paraguaia, pertencente ao governo paraguaio. Eles vão treinar aproximadamente 40 membros do Batalhão Especial de Forças Conjuntas do Paraguai, conforme o comandante Coronel José Flor contou à rádio 970 AM.

O treinamento deve começar na segunda-feira (19) da próxima semana e continuar por seis meses, até o dia 9 de julho. A ação faz parte do Programa de Resposta a Crises e Contingências, mas os países também têm outros acordos, que garantem imunidade ao exército norte-americano e mais.

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Acordo garante presença de militares dos EUA no Paraguai e mais

Em 15 de dezembro de 2025, os governos do Paraguai e dos Estados Unidos assinaram o Status of Forces Agreement (Sofa), um “acordo histórico”, conforme o Departamento de Estado norte-americano.

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O Sofa foi assinado poucas semanas antes dos EUA bombardearem a Venezuela e levarem o até então presidente Nicolás Maduro preso, no dia 3 de janeiro deste ano. Um dia depois, o presidente do Paraguai Santiago Peña afirmou que a “queda de Maduro só poder ser uma boa notícia”.

O acordo estabelece critérios para que a força militar norte-americana e o Departamento de Guerra possam estar presentes em um território fora dos EUA. Neste caso, no Paraguai.

Ele prevê critérios como o direito de militares norte-americanos dirigirem no país, ou como as leis do território serão aplicadas aos estadunidenses, e até quando eles podem ficar no local, entre muitos outros, segundo o USAF Academy Legal Office, o escritório de advocacia da Força Aérea norte-americana.

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O acordo garante que os militares de ambos os países possam treinar juntos e compartilhar informações de inteligência militar, assim como os EUA possam transferir equipamentos que acharem necessários.

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“Isso inclui ter a oportunidade de participar rapidamente de responsabilidades humanitárias, seja por conta de desastres naturais ou qualquer outro motivo”, explicou o secretário de Estado dos EUA Marco Rúbio, durante a cerimônia de assinatura.

Além disso, o Sofa dará status legal, direitos e privilégios para os militares dos EUA, assim como seguranças oficiais e empreiteiros que estiverem no país. “É um enorme acordo”, afirmou o ministro da Defesa Nacional do Paraguai Óscar González.

Além do treinamento, o programa também prevê as doações e a possibilidade de compra de equipamentos de alta tecnologia e armamentos, segundo o portal La Nación, do Paraguai.

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O secretário dos Estados Unidos afirma que o Paraguai é uma das alianças mais fortes que os EUA possui em todo o mundo e, certamente, na região da América do Sul. “Isso não é apenas uma questão de segurança”, reiterou. O secretário deixou claro que o governo norte-americano quer expandir a cooperação na parte econômica do Paraguai também.

Longe das operações, mas com imunidade diplomática

O ministro das Relações Exteriores do Paraguai Rubén Ramírez explica que o tratado garante imunidade diplomática para os militares e civis dos EUA que estiverem envolvidos em operações já acordadas. No entanto, as autoridades já deixaram claro que os norte-americanos não vão participar diretamente em operações. “Ao invés disso, irão providenciar treinamento e na formação de capacidade”, segundo a Agência IP.

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“Em todas as decisões tomadas no quadro desse acordo, a soberania e a autoridade do estado do Paraguai estarão totalmente resguardadas, acima dessas ações”, reiterou o ministro da Defesa.

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Organizações terroristas que “não são ideologicamente terroristas”

Durante a cerimônia, o secretário de Estado dos EUA afirmou que a assinatura do acordo “demonstra um compromisso com a segurança regional”. Segundo ele, a maior ameaça em todo Hemisfério Oeste, até o momento, seriam “redes criminosas e terroristas transnacionais”.

“Eles não são ideologicamente terroristas em muitos casos, mas possuem as finanças e economias nas bases deles”, afirmou Rubio. “Mas antes de tudo, estão operando como organizações terroristas e ameaçando a estabilidade e segurança da região.”

Entre esses grupos, estariam os cartéis e “outras operações da região”. Eles representariam uma “ameaça direta” à segurança dos Estados Unidos e dos seus aliados, assim como para os países vizinhos.

Doação de equipamentos

Recentemente, o poder militar paraguaio recebeu os primeiros veículos blindados dos Estados Unidos, assim como lanchas e até mesmo radares, para aumentar a vigilância terrestre, marinha e aérea do Paraguai, segundo o La Nación.

Antes, o Paraguai tinha apenas uma frota de veículos blindados de origem brasileira: EE-9 Cascavel e EE-11 Urutu. O presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva também havia doado obuseiros M108 de 105 mm, um tipo de tanque, ao exército paraguaio.

Segundo o La Nación, essa modernização é um reforço das operações contra o crime organizado e vai ajudar no deslocamento dos agentes em áreas de difícil acesso. 

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