Uma modelo brasileira de 44 anos morreu nos terremotos que devastaram a Venezuela na noite de quarta-feira (24). Vanessa Zacarias da Silva, moradora do Gama, no Distrito Federal, estava em La Guaira, cidade costeira a 25 km de Caracas, quando os sismos atingiram a região norte do país.
A confirmação foi feita ao G1 pelo irmão de Vanessa, Thiago Nogueira. Ela vivia na cidade há cerca de dois meses com o namorado venezuelano, que sobreviveu e está hospitalizado junto com outros parentes.
O que se sabe sobre Vanessa
Thiago disse estar com dificuldades para obter informações sobre o que aconteceu com a irmã. “Estou tentando contato com pessoas na Venezuela para me darem mais informações. Já tive notícias que a ligação entre Caracas e La Guaira está sendo estabelecida e começaram a chegar mais ajuda por via terrestre”, declarou ao G1.
O G1 tentava contato com o Itamaraty para confirmar se Vanessa é uma das duas vítimas brasileiras já identificadas pelo Ministério das Relações Exteriores.
Na quarta-feira (24), o governo federal confirmou a morte de dois brasileiros, um homem e uma mulher, sem revelar as identidades. Em nota, o MRE disse: “O MRE informa, com grande pesar, o falecimento de uma cidadã e um cidadão brasileiros em consequência dos terremotos que atingiram a Venezuela. O MRE informa estar prestando assistência consular às famílias das vítimas.”
O namorado venezuelano de Vanessa segue internado. A brasileira deixa uma filha, que vive no DF.
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Os terremotos mais fortes em um século
Dois sismos em sequência sacudiram a região norte da Venezuela na noite de quarta-feira (24), destruindo prédios e deixando um rastro de destruição em Caracas e arredores. Os tremores foram os mais intensos registrados no país em mais de 100 anos.
Nesta quinta-feira (25), o governo venezuelano elevou o balanço de mortos para 920 pessoas. O número de feridos chegou a 3.360, segundo atualização oficial das autoridades locais.
A extensão da destruição e o isolamento de áreas como La Guaira, cujas comunicações com Caracas seguiam sendo restabelecidas, ainda dificultavam o levantamento completo dos danos e a identificação de todas as vítimas.