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Nova deusa viva: Menina de 2 anos é considerada a reencarnação de uma das divindades mais importantes para os hindus e budistas

Criança viverá em palácio no Nepal pelos próximos anos; entre os critérios para se tornar uma kumari estão não ter medo de escuro e pele, cabelos e dentes impecáveis

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Publicado em: 04/10/2025 às 15h:00 Última atualização: 04/10/2025 às 15h:24
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O Nepal elegeu a sua nova deusa viva na terça-feira (30) durante as celebrações do Dashain, o festival hindu mais importante do país. Aryatara Shakya, de 2 anos e 8 meses, assumiu o posto religioso após a ex-kumari, hoje com 11 anos, ser considerada uma mera mortal ao atingir a puberdade.

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Aryatara Shakya é a nova deusa do Nepal | abc+



Aryatara Shakya é a nova deusa do Nepal

Foto: SUMAN NEPALI/Nepali Times-X

A menina foi carregada por familiares de sua casa, em Katmandu, até o palácio-templo, onde viverá pelos próximos anos. Para hindus e budistas, as Kumaris são a reencarnação da deusa Taleju, uma das mais importante divindades do país.

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A escolha segue critérios rigorosos: as meninas precisam ter entre 2 a 4 anos de idade, pele, cabelos e dentes impecáveis. Elas também não podem ter medo do escuro. Esse último critério trata-se de uma demonstração de coragem desde cedo.

Quando escolhidas, a Kumari usa apenas vestimentas vermelhas, coque no cabelo e um “terceiro olho” pintado na testa. “Ontem ela era apenas minha filha, mas hoje ela é uma deusa”, disse seu pai, Ananta Shakya, acrescentando que já havia sinais de que ela seria a deusa antes de seu nascimento.

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“Minha esposa, durante a gravidez, sonhou que ela era uma deusa e sabíamos que ela seria alguém muito especial”, acrescentou.

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A nova vida de Aryatara Shakya

Com a coroação, a nova deusa, assim como a sua família, ganha status elevada na sociedade do Nepal. O prestígio, porém, tem um preço para as Kumaris: ao longo do seu ‘reinado’, elas levam uma vida isolada. As saídas são restritas e ocorrem algumas vezes por ano para participar de festivais.

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O isolamento severo causa problemas para as meninas quando deixam o cargo de ‘deusas virgens’. As ex-Kumaris enfrentam dificuldades para aprender a realizar tarefas domésticas e a frequentar escolas regulares.

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Elas ainda sofrem com a crença nepalês que diz que os homens quando se casam com uma ex-deusa morrem jovens. A lenda faz com que muitas das meninas permaneçam solteiras.

Mas nos últimos anos, algumas mudanças conseguiram mudar parte desta realidade. Agora, as Kumaris têm a permissão para receber educação de professores particulares dentro do palácio e até assistir televisão. O governo também oferece às Kumaris aposentadas uma pequena pensão mensal, de US$ 110.

Com informações de O Estado de S. Paulo.

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