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Papa Leão XIV faz "elogio à monogamia" e defende que um cônjuge é suficiente

Ainda de acordo com Vaticano, fecundidade não deve ser objetivo do ato sexual

Publicado em: 25/11/2025 às 16h:04 Última atualização: 25/11/2025 às 16h:04
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O papa Leão XIV divulgou nesta terça-feira (25) documento contra múltiplos relacionamentos sexuais. Em “Uma só carne, elogio à monogamia”, o texto, aprovado pelo pontífice, define o matrimônio como uma “união exclusiva e pertencimento recíproco”.

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Papa Leão XIV | abc+



Papa Leão XIV

Foto: Vatican News

“Todo matrimônio autêntico é uma unidade composta por dois indivíduos, que exige uma relação tão íntima e totalizante que não pode ser compartilhada com outros.”

Dividido em sete capítulos, além das conclusões, o decreto afirma que o casamento não é uma limitação ou posse, “mas a possibilidade de um amor que se abre ao eterno”. Segundo o Vaticano, o tema foi abordado por três motivações específicas:

  • atenção ao atual contexto global de desenvolvimento do poder tecnológico, que leva o homem a pensar-se como “criatura sem limites”;
  • discussões com os bispos africanos sobre o tema da poligamia, recordando que “estudos aprofundados sobre as culturas africanas” desmentem “a opinião comum” acerca da excepcionalidade do matrimônio monogâmico;
  • crescimento do “poliamor” no Ocidente, ou seja, formas públicas de união não monogâmica.

O documento também trata da questão da sexualidade, e pede que seja “compreendida em corpo e alma” – não como um impulso ou um desabafo, mas como “um presente maravilhoso de Deus” que orienta à doação de si e ao bem do outro, considerado na totalidade de sua pessoa.

De acordo com o Vaticano, a fecundidade não deve ser o objetivo do ato sexual. “Ao contrário, o matrimônio conserva seu caráter essencial mesmo quando é sem filhos. Recorda-se, além disso, a legitimidade do respeito pelos tempos naturais de infertilidade.”

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