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SOBREVIVENTE

Pescador come baratas, pássaros e tartaruga para sobreviver a 95 dias perdido no mar: "Não queria morrer"

Condições climáticas fizeram com que embarcação em que ele estava perdesse o rumo e ingressasse em alto-mar

Publicado em: 18/03/2025 às 16h:18 Última atualização: 18/03/2025 às 16h:49
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O peruano Máximo Napa, 61, que ficou 95 dias à deriva em alto-mar, recebeu alta médica no último sábado (15), segundo informações da Marinha do Peru. Para sobreviver, ele contou que comeu baratas, pássaros e até uma tartaruga.

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Napa havia zarpado no dia 7 de dezembro do ano passado do porto de San Juan de Marcona, em Ica. As condições climáticas fizeram com que a embarcação em que ele estava perdesse o rumo e ingressasse em alto-mar. Ele ficou à deriva desde então, e só foi resgatado no dia 11 deste mês pelo navio equatoriano Don F e pela patrulha marítima B.A.P. Rio Piura em frente ao Porto de Chimbote, no norte do Peru.

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Pescador peruano sobreviveu por 95 dias no mar | abc+



Pescador peruano sobreviveu por 95 dias no mar

Foto: Reprodução/Youtube La República

“O senhor Napa chegou em boas condições físicas. Ele conseguia andar e tomar banho sozinho. Obviamente que estava em choque pelas circunstâncias, mas em bom estado físico”, afirmou Jorge González, capitão do porto da Marinha peruana.

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“Pensava na minha neta todos os dias”

Napa foi atendido no hospital Nossa Senhora das Mercedes de Paita, e, após receber alta, transportado para Lima. “É um milagre que o meu pai tenha sido encontrado. Nós, como família, nunca perdemos esperança de encontrá-lo”, disse Inés Napa, filha dele, à emissora RPP.

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Em meio às lágrimas, o pescador relatou a jornalistas que, para sobreviver, comeu baratas, pássaros e até uma tartaruga. “Não queria morrer por minha mãe. Tenho uma neta de dois meses. Todos os dias eu pensava nela”, afirmou.

Segundo a Marinha peruana, o fato de a embarcação não ter uma radiobaliza – dispositivo que emite sinais de rádio informando sua localização – dificultou os trabalhos de busca pelo pescador.

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Nascimento de neta

Napa se reencontrou com sua família ainda no sábado (15). Ele disse ter agradecido a Deus ter lhe dado mais uma oportunidade para viver e esperava reencontrar a sua mãe e conhecer a sua neta de dois meses, nascida enquanto estava à deriva. O reencontro emocionante com sua filha, Inés, foi no aeroporto Jorge Chávez, em Lima.

Vestido com um calção curto, camiseta e boné, o pescador apareceu por um corredor do terminal e abraçou a sua filha. “Graças a Deus. A única coisa que eu quero é abraçar a minha mãe”, disse ele em meio às lágrimas.

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Apesar do que ocorreu, ele afirmou que deseja retornar ao mar. O relato de que ele comeu baratas, pássaros e uma tartaruga para sobreviver foi dado inicialmente ao seu irmão, com quem também se reencontrou. “Não queria morrer”, disse. (Com agências internacionais).

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