Portugal realiza neste domingo (18) o primeiro turno das eleições presidenciais para eleger o sucessor do atual presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que conclui o seu segundo mandato. Com 11 candidatos, a expectativa é de haja segundo turno no dia 8 de fevereiro, previsto para o caso de nenhum candidato atingir mais de 50% dos votos válidos.

Foto: Secretaria de Turismo de Portugal
A votação segue até 20h no horário português (17h, pelo horário de Brasília). Quase 11 milhões de pessoas estão aptas a votar, e a maioria dos resultados é esperada para o fim do dia.
Principais candidatos
Entre os favoritos, segundo pesquisas recentes, está André Ventura, líder do partido populista Chega. A escalada do apoio público ao Chega fez da legenda a segunda maior do Parlamento português no ano passado, apenas seis anos após sua fundação.
Um dos principais alvos de Ventura tem sido o que ele chama de imigração excessiva, à medida que trabalhadores estrangeiros se tornaram mais visíveis em Portugal nos últimos anos. “Portugal é nosso”, diz ele.
Outros candidatos bem posicionados são dos dois principais partidos que se alternaram no poder ao longo do último meio século: Luís Marques Mendes, do Partido Social Democrata (centro-direita), atualmente no governo, e António José Seguro, do Partido Socialista (centro-esquerda).
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Também se espera uma disputa forte do contra-almirante reformado Henrique Gouveia e Melo, que concorre como independente e ganhou reconhecimento do público por supervisionar a rápida implementação das vacinas contra a covid-19 durante a pandemia.
Apenas uma mulher está entre os candidatos. Portugal nunca teve uma mulher ou uma pessoa não branca como chefe de Estado.
Desafios para o próximo presidente
Em maio passado, Portugal realizou sua terceira eleição geral em três anos, em seu pior período de instabilidade política em décadas. Estabilizar o cenário será um dos principais desafios do próximo presidente.
Em Portugal, o presidente é em grande medida uma figura simbólica, sem poder executivo. Em geral, o chefe de Estado busca se manter acima das disputas políticas, mediando conflitos e reduzindo tensões.
Ainda assim, o presidente é uma voz influente e possui algumas ferramentas poderosas, podendo vetar leis aprovadas pelo Parlamento, embora o veto possa ser derrubado. O chefe de Estado também possui o que, no jargão político português, é chamado de “bomba atômica”: a prerrogativa de dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas.