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Rachaduras e rangidos: Prédio projetado para ser o residencial mais alto do planeta pode se tornar inabitável

Símbolo do luxo em Nova York, o 432 Park Avenue acumula falhas estruturais e disputas judiciais que colocam em risco sua habitabilidade e o valor bilionário do empreendimento

Publicado em: 25/10/2025 às 16h:03 Última atualização: 27/10/2025 às 19h:49
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O edifício 432 Park Avenue, um dos arranha-céus residenciais mais altos do mundo, enfrenta problemas estruturais como rachaduras, infiltrações e falhas em sistemas. Inaugurado em 2015 na região conhecida como Billionaires’ Row, em Manhattan, o prédio de 102 andares acumula queixas de moradores e processos judiciais contra as construtoras.

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Prédio projetado para ser o residencial mais alto do planeta pode se tornar inabitável

Foto: Divulgação

Os primeiros sinais de problemas surgiram poucos anos após a inauguração. Moradores relataram vazamentos, rangidos e oscilações durante ventos fortes. Segundo informações do G1, o prédio projetado para ser o residencial mais alto do planeta pode se tornar inabitável caso os problemas estruturais não sejam resolvidos. Em 2019, uma pane elétrica durante o feriado de Ação de Graças deixou residentes presos nos elevadores.

Especialistas apontam que a causa dos defeitos pode estar relacionada à composição do concreto branco utilizado na fachada. Documentos revelam que a alteração na mistura para obter a coloração desejada pode ter comprometido a resistência e durabilidade do material.

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Em 2012, antes do início da construção, representantes da Macklowe Properties, do CIM Group e do escritório Rafael Viñoly Architects realizaram testes com o concreto em Brooklyn. Durante esses experimentos, surgiram os primeiros alertas sobre rachaduras nas colunas.

Comunicações internas mostram que já existiam divergências sobre as especificações do material meses antes dos testes. Em mensagens trocadas entre engenheiros da WSP, o especialista Silvian Marcus recomendou o uso de um aditivo para melhorar a durabilidade do concreto.

“Eles não aceitarão fly ash (a cor é muito escura)”, respondeu o engenheiro Hezi Mena, também da WSP. Marcus então resumiu o dilema enfrentado pela equipe: “Cor ou rachaduras.”

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O empreendimento foi desenvolvido pelo empresário Harry Macklowe em parceria com o CIM Group e projetado pelo arquiteto uruguaio Rafael Viñoly. Com 425 metros de altura, o edifício gerou mais de US$ 2,5 bilhões em vendas com suas 125 unidades quando foi lançado.

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O condomínio iniciou duas ações judiciais contra as construtoras, alegando que unidades defeituosas foram comercializadas e que falhas estruturais foram deliberadamente ocultadas dos compradores.

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Em resposta às acusações, o CIM Group emitiu um comunicado defendendo a qualidade da construção. A empresa classificou as alegações de deterioração estrutural como “infundadas e difamatórias”.

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Os problemas já impactam o mercado imobiliário do edifício. Diversos proprietários tentam vender suas unidades, mas enfrentam dificuldades para encontrar compradores. O próprio Macklowe colocou três apartamentos à venda, mas posteriormente retirou as ofertas após não conseguir quitar empréstimos relacionados aos imóveis.

Sem os devidos reparos, que podem custar centenas de milhões de dólares, especialistas alertam que o prédio corre o risco de se tornar inabitável ou representar perigo para pedestres devido à possibilidade de queda de material.

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