Alguma vez, você já preferiu simplesmente não saber de algo? Talvez porque seria mais fácil, ou quem sabe por não saber lidar com o fato. Independente do motivo, existem pessoas vivendo em relacionamentos baseados exatamente neste princípio. São os adeptos do Don’t Ask, Don’t Tell (DADT).
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Foto: Freepik
Em português, DADT pode significar “não pergunte, não conte”, em tradução livre. Apesar do termo ser uma espécie de novidade para alguns, ele existe há mais de 10 anos, ganhando espaço aos poucos como uma “modalidade” de relacionamento.
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O que é o relacionamento DADT
O relacionamento DADT pode ser descrito como um acordo não-monogâmico, quando o casal não se relaciona apenas entre si. Nesse tratado, os parceiros não discutem se estão vendo outras pessoas ou não, mas sabem que a possibilidade existe.
No DADT, não há negociações ou regras, já que eles não falam sobre. E a relação pode ser aberta para apenas uma das pessoas ou para ambos.
A organização Poliamory do Reino Unido explica que a modalidade não é muito comum na comunidade do poliamor. “O poliamor foca na transparência e comunicação”, afirma.
Diferente da não-monogamia, o poliamor é uma maneira de se relacionar com mais de um parceiro ao mesmo tempo, de maneira consensual. Por exemplo, ter mais de um namorado.
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Por que as pessoas têm relacionamentos DADT
Apesar de ter adeptos pelo mundo, a modalidade DADT é criticada exatamente por não haver uma conversa sobre os limites ou qualquer transparência quanto a vida do parceiro fora de casa, já que o assunto é basicamente “proibido”.
A terapeuta Moushumi Ghose afirma que muitos casais começam no relacionamento DADT por acharem mais fácil no início, principalmente para os que estão começando no mundo da não-monogamia, conforme o portal Last Collective.
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Segundo ela, o propósito de uma relação não-monogâmica/poliamorosa é aprender a ter conversas difíceis e ser vulnerável com a outra pessoa. “Dando permissão para que você e o seu parceiro sintam ciúmes, insegurança, mas também compersão.”
Compersão é um termo usado para o sentimento de alegria ao ver que o parceiro está feliz com outra pessoa.