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ASTRONOMIA

Segunda Lua? Terra terá companhia de quase-satélite pelos próximos 58 anos

Entenda o que é objeto celeste que pode ser o menor quase-satélite já identificado em toda história

Publicado em: 30/10/2025 às 16h:22 Última atualização: 30/10/2025 às 16h:23
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O asteroide 2025 PN7, possivelmente o menor “quase-satélite” já identificado, acompanhará a Terra em sua órbita ao redor do Sol pelos próximos 58 anos. 

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Imagem mostra o planeta Terra e, ao fundo, a Lua | abc+



Imagem mostra o planeta Terra e, ao fundo, a Lua

Foto: NASA/JPL/USGS

Descoberto em 2 de agosto pelo observatório Pan-STARRS da Universidade do Havaí, o 2025 PN7 permanecerá nesta configuração orbital até 2083, quando se afastará do nosso planeta.

O corpo celeste integra um grupo restrito de rochas espaciais que temporariamente seguem trajetórias similares à da Terra em torno do Sol. Diferentemente dos satélites convencionais, estes objetos não orbitam diretamente nosso planeta, mas compartilham um caminho semelhante ao redor da estrela central do sistema solar, segundo o jornal norte-americano The New York Times.

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Sem origem

O 2025 PN7 iniciou sua atual configuração orbital ainda em 1957, coincidentemente no mesmo ano do lançamento do Sputnik 1, primeiro satélite artificial terrestre. Simulações indicam que sua permanência total como quase-satélite será de 126 anos, considerando desde sua captura gravitacional até sua partida prevista.

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Carlos de la Fuente Marcos, pesquisador da Universidade Complutense de Madri, documentou a descoberta em estudo publicado na revista Research Notes of the American Astronomical Society em outubro. “Não há pistas reais sobre suas origens, apenas especulações”, afirma o astrônomo, devido às limitadas observações telescópicas disponíveis.

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Asteroides

Este asteroide faz parte de um conjunto de rochas do espaço, que inclui outros exemplares recentemente identificados. 

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Dentre eles, o 2024 PT5, que acompanhou brevemente a Terra no outono de 2024, afastando-se em novembro do mesmo ano. Outro caso notável é o Kamooalewa, alvo da missão chinesa Tianwen-2, que pretende coletar amostras geológicas para análise em nosso planeta.

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Em sua trajetória, o 2025 PN7 mantém distâncias variáveis da Terra. Registros mostram que em agosto de 1980, o objeto aproximou-se a cerca de 4 milhões de quilômetros, equivalente a dez vezes a distância Terra-Lua. No ponto mais afastado, pode alcançar até 17,7 milhões de quilômetros.

As estimativas sugerem que este asteroide pode ter dimensões não superiores a 16 metros, potencialmente tornando-o o menor quase-satélite conhecido. Contudo, dados disponíveis indicam que o objeto pode medir até 49 metros de comprimento, dependendo da natureza de sua superfície.

Diversos aspectos do 2025 PN7 permanecem desconhecidos para os cientistas. A composição e origem exata do objeto também são questões em aberto que demandam estudos adicionais.

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A comunidade astronômica recebeu positivamente a descoberta. Asteroides próximos à Terra, quando não representam risco de colisão, despertam grande interesse científico. 

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A identificação inicial do asteroide ocorreu em agosto deste ano, mas análises posteriores de imagens de arquivo permitiram aos astrônomos determinar sua órbita com maior precisão. O objeto foi então catalogado entre os corpos celestes que mantêm relações orbitais especiais com a Terra.

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