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FÚRIA DO SOL

Tempestade geomagnética causa 6 grandes erupções solares e impacta a Terra; entenda

Fenômeno provocado por explosões na região AR4366 do Sol pode causar interferências em comunicações e redes elétricas até sexta-feira (6)

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Publicado em: 05/02/2026 às 11h:46 Última atualização: 05/02/2026 às 11h:47
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Uma tempestade geomagnética atinge a Terra nesta quinta-feira (5) como resultado de uma potente erupção solar de classe X8.1 registrada no início desta semana. O fenômeno deve persistir até sexta-feira (6), com impactos classificados como categoria G1, considerados de menor intensidade na escala que vai até 5. O evento está provocando auroras boreais nas regiões norte do planeta.

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Tempestade geomagnética atinge Terra após seis grandes erupções solares em quatro dias | abc+



Tempestade geomagnética atinge Terra após seis grandes erupções solares em quatro dias

Foto: Nasa

A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos informou que a tempestade foi causada pela ejeção de material solar em direção ao nosso planeta. De acordo com a CNN, este material, liberado durante a erupção X8.1, viaja pelo espaço até atingir a Terra, podendo causar diversos efeitos em nosso ambiente espacial.

Erupções solares acontecem devido à intensa atividade magnética do Sol. Estes fenômenos ocorrem com maior frequência durante períodos de alta atividade solar, como o atual. O ciclo solar dura aproximadamente 11 anos e provoca inversões no campo magnético do astro, resultando em manchas visíveis e erupções.

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A Nasa registrou na quarta (4) mais uma gigante erupção solar, com intensidade X4.2, também classificada como severa. Esta foi a sexta grande explosão de categoria X em apenas quatro dias, todas originadas na mesma região do Sol e afetando diretamente nosso planeta.

Segundo o astrônomo Thiago Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo da UFRJ, a “área de mancha” ativa no Sol identificada como AR4366, responsável pelas explosões, tem aproximadamente 10 vezes o tamanho da Terra e continua ativa.

Entre domingo (1º) e quarta, foram documentadas seis erupções de classe X na região AR4366: X1.0, X8.1, X2.8, X1.6, X1.5 e X4.2.

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As erupções solares recebem classificações conforme sua intensidade. A classe X, a mais severa, pode variar de X.1 para cima, com números maiores indicando maior potência. Estas erupções podem interferir em comunicações, gerar auroras intensas e afetar satélites em órbita terrestre.

Abaixo da classe X estão as categorias M (tamanho médio), C (pequenas), B (dez vezes menores que C) e A (dez vezes menores que B).

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Erupções solares são comuns e acontecem várias vezes ao ano. No entanto, uma sequência de explosões fortes da classe X em poucos dias representa um fenômeno raramente observado. Ainda não há previsão de quando a região AR4366 deixará de produzir estas erupções intensas.

Além das auroras boreais já visíveis no norte do planeta, podem ocorrer interferências em comunicações de rádio, redes elétricas e sinais de navegação, conforme alertou a Nasa. Astronautas também enfrentam riscos potenciais devido à radiação emitida durante estes eventos.

A Nasa continuará monitorando a atividade solar, especialmente a região AR4366, que permanece ativa e pode gerar novas erupções nos próximos dias.

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