Parece mentira, mas a Terra realmente perde peso todos os anos. E não é pouco: o estimado é que o planeta perca cerca de 50 até 55 mil toneladas.
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Foto: NASA/JPL/Divulgação
O doutor em Ciências Naturais Farid Chemale Júnior, professor de Geologia da Unisinos, explica que o principal responsável por essa perda de peso é o escape de gases leves da atmosfera, que chegam nela após deixar o interior do planeta e depois vão para o espaço.
“Especialmente hidrogênio e hélio”, explica. Isso porque esses gases ganham energia cinética suficiente para vencer a gravidade.
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Outro motivo para a perda de peso é o decaimento radioativo de alguns elementos que estão no interior da Terra, como o potássio (K) e o urânio (U).
E a Terra também ganha massa, por conta do fluxo constante de poeira meteórica e cósmica, além de outros detritos que chegam do espaço. No entanto, ao fazer o balanço, a conclusão é que a taxa de perda é maior do que a de ganho.
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Perda de peso é maior em determinados momentos
Conforme Farid Chemale Júnior, existem momentos em que a Terra perde mais peso. Um dos exemplos usados pelo geólogo é o denominado máximo solar, que acontece durante os ciclos solares de 11 anos. Isso provoca um escape maior dos gases leves.
Outro momento em que a Terra perde peso é durante as tempestades solares e nas mudanças de inclinação do planeta. A quantidade de radiação solar que a Terra recebe durante as diferentes estações também influencia o processo.
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Sem uma balança gigante, resta aos cientistas calcular. Para isso, são usados satélites como o NASA’s Earth Observing System (EOS), e leis da termodinâmica, assim como da mecânica estatística.
E apesar de 55 mil toneladas parecer algo preocupante, o professor de Geologia explica que a quantidade ainda é muito pouca, se for considerada a massa total da Terra. “Ao examinarmos o passado, quando o Sol era mais jovem e ativo, a perda atmosférica era bem mais intensa”, afirma.