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"Um dos ciclones mais violentos das últimas décadas": Supertufão se torna a tempestade mais forte do planeta

Supertufão Ragasa deixou pelo menos três mortes e dezenas de feridos; trajetória perigosa ainda é incerta

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Publicado em: 23/09/2025 às 17h:13 Última atualização: 23/09/2025 às 17h:13
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O supertufão Ragasa, chamado de Nando nas Filipinas, tornou-se o primeiro ciclone de categoria 5 de 2025 na bacia e a tempestade mais forte do planeta registrado neste ano.

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A meteorologista Estael Sias, da MetSul, explica que o perigoso sistema atingiu o máximo da escala de intensidade no Pacífico e pressão rara abaixo de hPa – sendo este, possivelmente, o menor registro direto no Pacífico Noroeste desde o supertufão Meranti, em 2016, que atingiu 883 hPa. “A intensidade extrema confirma Ragasa como um dos ciclones mais violentos das últimas décadas.”

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Supertufão Ragasa nas imagens de satélite | abc+



Supertufão Ragasa nas imagens de satélite

Foto: CIRA/CSU

Ragasa é o primeiro tufão do ano, mas a terceira tempestade de categoria 5: anteriormente, houve o furacão Erin no Atlântico, registrado em 16 de agosto; e o ciclone Errol na costa Noroeste da Austrália, em 16 de abril.

A média anual, entre 1990 e 2024, é de 5,3 tufões de categoria 5. No ano passado, cinco foram registrados.

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A destruição de Ragasa

O supertufão atingiu as ilhas Babuyan, no extremo norte do arquipélago filipino, na manhã de segunda (22), no horário local. Mais de 8,2 mil pessoas buscaram centros de evacuação, o que reduziu uma tragédia maior. No entanto, as autoridades já confirmaram três mortes e dezenas de feridos em Cagayan, a mais populosa das ilhas, e Apayao.

Houve blecautes generalizados e estradas ficaram intransitáveis devido à queda de árvores e deslizamentos.

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Em Taiwan, um lago de barreira formado há décadas por um deslizamento de terra se rompeu nesta terça-feira (23), quando o supertufão castigava a ilha com chuvas torrenciais, inundando uma cidade próxima e deixando mais de 260 pessoas presas, informaram autoridades.

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Segundo Estael, depois de cruzar o Estreito de Luzon, Ragasa manteve ventos equivalentes à categoria 4 avançou ao Mar do Sul da China, quando o centro do sistema sustentava rajadas de 205 km/h. 

A aproximação de Ragasa fez com que Hong Kong e parte do sul da China paralisassem suas atividades na noite desta terça, horário local. O fenômeno trouxe ventos fortes e chuva intensa ao país.

Trajetória perigosa

A incerteza meteorológica da trajetória de Ragasa é grande. A meteorologista explica que uma pequena mudança no rumo do sistema pode significar impacto direto sobre centros urbanos como Zhanjiang, de sete milhões de habitantes, ou uma passagem mais afastada, com danos menores. 

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Há variação entre os modelos de previsão analisados pela MetSul, que indicam potência entre categoria 1 e 3 quando fenômeno tocar na terra.

Segundo o Centro de Avisos de Tufões dos Estados Unidos (JTWC), Ragasa deve enfraquecer gradualmente após interagir com a costa chinesa, mas ainda poderá manter força significativa ao entrar no norte do Vietnã e no Laos por volta de quinta-feira (25).

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“A coincidência da formação do supertufão com a intensificação do furacão Gabrielle no Atlântico mostra que, após semanas de aparente calmaria, a temporada ciclônica ganhou força em diferentes oceanos”, pontuou Estael.

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