A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (Noaa) divulgou um vídeo impressionante com cenas de um de seus aviões caça-furacões durante uma missão de reconhecimento no furacão Melissa, pouco antes de o sistema atingir a Jamaica na terça-feira (28).
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Foto: Reprodução
O furacão Melissa será lembrado como um dos mais poderosos da história, com ventos extremos e chuvas torrenciais ao chegar à categoria 5, conforme explicou a MetSul Meteorologia. O ciclone devastou a Jamaica e foi o mais forte a atingir o país desde o início dos registros. A pressão mínima chegou a 892 milibares, valor superado apenas por Wilma, em 2005, e Gilbert, em 1988.
Caçadores de furacões enfrentam ventos de quase 300 km/h
Antes e durante o impacto do furacão, equipes da NOAA e da reserva da Força Aérea dos Estados Unidos realizaram voos diretamente no olho do sistema. As aeronaves atravessaram o paredão de nuvens e registraram o chamado “efeito estádio”, em que as formações criam a aparência de um enorme coliseu natural.
Durante as missões, os ventos chegaram a 298 km/h em superfície. Ao todo, os “caçadores de furacões” realizaram quase 80 horas de voo, lançando mais de 200 sondas que medem temperatura, pressão, umidade e velocidade do vento, além de utilizar 12 drones para coleta de dados.
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Missões que desafiam limites
Este é um vídeo do nosso voo, há alguns dias, quando atravessamos a parede do olho do furacão Melissa até chegar ao olho. Ele dá uma ideia do nível de turbulência e mostra o quanto os pilotos e a tripulação são incríveis”, afirmou o meteorologista Andy Hazelton. Ele agradeceu às equipes de manutenção por manterem os aviões em operação durante toda a semana de missões.
As medições dentro de furacões são fundamentais para aprimorar previsões de trajetória e intensidade, aumentando a precisão dos modelos meteorológicos em até 20%.