Estudantes da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Henrique Bertoluci Sobrinho, de Gramado, produziram trabalhos de aula inspirados no Jornal de Gramado.
Os alunos do 9º desenvolveram textos em apoio a professores que já sofreram algum tipo de violência com base em publicação do chargista Sinovaldo.
Já os estudantes do 8º ano criaram charges a partir da editoria Opinião do Leitor sobre a implantação da lei que proibiu celulares nas escolas.
As atividades foram elaboradas pela professora Inês Terra de Oliveira, dentro do Projeto Jornal na Sala de Aula. Veja algumas das produções:

PROFESSORES, VOCÊS NÃO ESTÃO SOZINHOS!
Todo mundo tem medo…
Crianças têm medo do escuro…
Adolescentes têm medo de falhar…
Adultos têm medo de perder tudo…
Idosos têm medo da morte…
Todo mundo já passou por tempos difíceis…
Crianças aprendendo a viver…
Adolescentes tentando ser aceitos…
Adultos buscando estabilidade…
Idosos tentando aproveitar o tempo que lhes restam…
Mas…Todos têm algo em comum:
Todos aprenderam e aprendem a superar esses medos…
Isso graças aos…PROFESSORES!!!
ESSES que nos ensinaram e ensinam
A enfrentarmos as adversidades do caminho,
Mostrando-nos o mundo como realmente ele é…
Agora, PROFESSORES…
Como vocês nos ensinaram e nos mostraram…
NÃO TEMAM!
SUA PARTICIPAÇÃO em nossas vidas é INSUBSTITUÍVEL!
VOCÊS têm e terão sempre o NOSSO APOIO!
OBRIGADO!
Felipe O. Capeletti Pedro Henrique Bohn
SE NÃO FOR, QUEM SERÁ?
Quem forma os policiais que protegem a cidade?
Quem forma os médicos que cuidam e salvam nossas vidas?
Quem forma os bombeiros que nos protege dos incêndios e perigos?
Quem forma os profissionais da construção civil que constroem nossas moradias?
Quem forma os mecânicos que consertam nossos carros?
Quem forma os biólogos que estudam nossa fauna e flora?
É o PROFESSOR!!!
Por isso, MESTRE, NÃO DESISTA NUNCA!!!
VOCÊ ainda precisa FORMAR muitos outros profissionais!
Kainan B. Caetano Luan Sanhudo
MEDO? FORA DO CURRÍCULO!
Quando tratamos sobre as profissões essenciais para a sociedade, é comum ouvirmos falar, por
exemplo, em médicos, policiais e cientistas, porém o que esquecemos é que nenhuma dessas
ocupações existiria sem os professores. São eles que formam esses especialistas e é inadmissível que
sofram qualquer tipo de violência em seu ambiente de trabalho, prejudicando não somente a eles, mas
também a sociedade como um todo.
No momento em que ocorrem esses atos de raiva, um dos prejuízos é o comprometimento com a
saúde mental desses profissionais, resultando em depressão, ansiedade e estresse, além do pânico e
receio de retornar às escolas e continuar com o exercício da profissão.
A ira contra esses servidores não é apenas maléfico, é, ainda, inoportuno, pois é inconcebível que
alguém se sinta constantemente em perigo e alerta na escola, seu local de trabalho, onde exerce a
profissão para a qual se qualificou e que continua se aperfeiçoando permanentemente, sem que haja
nesse currículo a disciplina do medo.
Isabelle F. Jahnel Maria Eduarda Benisch
“GOLAÇOS!”
Recentemente, em uma escola de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, um acontecimento abalou esse
Estado: uma professora foi vítima de violência física provocada por três adolescentes; felizmente ela
não corre risco de vida; mas esse é um assunto com o qual devemos nos preocupar.
A desvalorização dessa profissão é algo que se tornou comum, porém, se pararmos para raciocinar,
poderemos constatar que o professor sempre esteve presente em nossas vidas; foi ele que nos ensinou
a ler, a escrever, a calcular lá na nossa infância ; depois disso, na adolescência e na fase adulta
continua nos ensinando e vibrando com a realização dos nossos sonhos.
Numa das escolas em que tivemos oportunidade de estudar, os professores usavam jalecos em que
apareciam as disciplinas que trabalhavam e seus nomes ou apelidos; o professor de Geografia, por
exemplo, chamava-se Ronaldo, contudo, na sua jaqueta, constava o apelido de “Cristiano Ronaldo”.
Por quê? Porque, durante a preparação para o ENEM, ele ajudava, semanalmente, seus estudantes,
revisando conteúdos, repassando resumos, incentivando-os e isso resultou na aprovação no exame;
então, seus alunos julgaram que ele foi decisivo para essa conquista como um jogador é decisivo para
um time e lhe deram tal denominação.
Com esse relato, podemos observar que o PROFESSOR é FUNDAMENTAL para a vida das
pessoas, faz muitos “gols” diariamente e jamais deveria passar por situações desagradáveis, como a
violência que atingiu essa professora gaúcha e que já feriu outros docentes pelo Brasil e pelo mundo.
Gabriel A. Casulo João Lucas C. T. Sousa



