Você não é uma hora, um dia, um ano. Você significa o que uma vida inteira representa. Tudo que você construiu ou ajudou a construir ainda reflete luz no seu trabalho, em sua volta. A par de uma existência, você constrói uma marca pessoal, uma percepção, aquilo que os outros veem e o que sentem que você possa produzir.
Não foi outra a razão que levou Neymar a ser convocado para a Copa. Está entregando quase nada, mas a esperança de que possa fazer algo como já fez, nina os sonhos dos brasileiros. Pouco talento em muitos jogadores, porém muita concentração de talento em uma única esperança. Mesmo combalido, em meio a incontáveis e intensos eventos sociais, ele reúne nossos melhores votos de que, do berço de Pelé, possa vir algo surpreendente. Honestamente, não acredito. Fazer profecias em futebol é como apostar no intangível. A tendência é que Neymar fracasse rotundamente. E levar todo o grupo para o fosso.
Neymar com sua soberba, validada pelo monte de dinheiro e poder que possui, respeitaria um técnico que ganhe miseráveis 5 milhões por mês e que já tenha garantido por contrato outros 300 até 2030? A questão aí nem é a grana, mas o ego. Qual o tamanho e o limite da liderança exercida por Neymar?
Minha esperança reside no técnico italiano que percebeu o que o futebol significa para nós tupiniquins. É no carisma, na autoridade e no imponderável que ele representa que reside a minha tênue, mas justa esperança, afinal se passaram 24 anos.
Como essas duas marcas gigantes, Neymar e Ancelotti, vão colaborar?