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OPINIÃO

A impressionante saga dos Kennedy

Alguns filmes transcendem a ideia do entretenimento e nos remetem para a história

Mauro Blankenheim - Colunista | abcmais.com
Publicado em: 14/04/2026 às 12h:28 Última atualização: 14/04/2026 às 12h:28
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Uma das trilhas musicais de filme que mais me tocaram até hoje foi a composta pela inglesa Mica Levi para o filme Jackie, que conta o episódio da morte do Presidente John Kennedy em Dallas, Texas, em 1963. Natalie Portman, que já havia conquistado o Oscar de melhor atriz por Black Swan (Cisne Negro) alguns anos antes, mereceria certamente uma nova premiação por seu desempenho altamente qualificado ao retratar a primeira-dama americana em choque nos dias imediatamente posteriores ao assassinato do marido em um desfile de rua.

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Alguns filmes transcendem a ideia do entretenimento e nos remetem para a história, relembrando fatos notáveis como a saga dos irmãos Kennedy em torno da Casa Branca. A musicista já sai arrebentando com seus acordes estranhos nos primeiros segundos do filme e segue com muita criatividade e competência narrando os fatos com sua linguagem de acordes, que perpassam a ideia do sofrimento precoce da famosa personagem da política norte-americana.

Caminhando sobre estalactites desafinadas, Portman recria, ao som de Mica, o surreal de perder o marido, o presidente e a Casa Branca num só instante, aos 46 anos do mandatário. O elenco consegue reconstruir não apenas o cenário ambiental da época, mas o clima de cada relacionamento.

Kennedy nos anos 1960, John Lennon nos 1980 e Senna nos 1990 foram as perdas tragicamente mais impactantes do século 20. Na sequência, o irmão cotado para assumir o espaço político deixado por John foi morto ao sair pela cozinha de um hotel. A tola coincidência aponta para o duplo “n” nos sobrenomes.

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