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OPINIÃO

A lei da semeadura

"Quem planta vento colhe tempestade" – é bíblico

Marcos Schmidt - Colunista | abcmais.com
Publicado em: 26/05/2026 às 13h:11 Última atualização: 26/05/2026 às 13h:12
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“Você colhe o que planta.” Um ditado tão conhecido, mas absurdamente desprezado. Quem planta a semente do egoísmo, desonestidade, mentira, infidelidade, corrupção, cedo ou tarde, enfrentará as consequências de todas as maldades que semeou pelo caminho. “Quem planta vento colhe tempestade” – é bíblico, está em Oséias.

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Aliás, a Bíblia está repleta de exemplos, bons e ruins. Ela não esconde os erros de um Moisés, Davi, Pedro – heróis da fé. O próprio Salomão que colheu tempestades, escreveu: “Quem procura o bem alcança favor; quem corre atrás do mal acaba encontrando o que procura” (Provérbios 11.27). E Paulo, que foi o terrível Saulo, disse na carta aos Gálatas: “Quem semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção”.

Todos carregamos as sementes da corrupção. E as sementes boas? Onde encontrá-las? Salomão responde no mesmo texto de Provérbios: “O fruto do justo é árvore de vida”. Paulo, no entanto, destaca em Romanos que “não há justo, nem um sequer”. E agora? Seria uma contradição se o apóstolo não explicasse o que toda a Bíblia sublinha, que o “fruto do justo” surge naqueles que foram “justificados gratuitamente, por graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus”. Na parábola da Videira, Jesus explica sem deixar dúvidas: “Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto, porque sem mim vocês não podem fazer nada.”

Vale ressaltar que não é preciso ser cristão para praticar coisas boas. A diferença está no “permanecer” em Jesus. Isto significa o que lembrou Tiago, que “a fé sem obras é morta”. No final, se cada um colhe o que planta, a lógica e a fé seguem pelo mesmo caminho.

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