Publico crônica em dez órgãos de comunicação e recebo inúmeros artigos dos mais diversos assuntos. Neste amplo espectro de conteúdos, impressiona a quantidade de artigos sobre inteligência artificial. É o assunto do momento.
Dia destes comentei com um amigo que a “IA” é figura obrigatória em qualquer evento, de artigos a congressos e simpósios. Até nos shows de humor há piadas sobre as máquinas que imitam os humanos.
Sempre que ocorrem fenômenos semelhantes é impossível selecionar o que condiz com a verdade daquilo que são resultado de meras especulações e palpites sem fundamento científico, referentes a um tema que se mostra tão caro na atualidade.
“Inteligência artificial (IA) é um campo da ciência da computação dedicado a criar máquinas e sistemas capazes de simular a inteligência humana para realizar tarefas, como aprender, raciocinar, resolver problemas e tomar decisões de forma autônoma. Ela analisa grandes volumes de dados para identificar padrões e gerar respostas, indo além da programação tradicional”. Está é uma das definições que no espaço descontrolado da Internet.
A paixão por conteúdos novos é característica do nosso tempo. Encontra-se discípulos apaixonados rapidamente à nova moda. São as “bolhas”, ambientes digitais em que algoritmos de redes sociais exibem apenas conteúdos alinhados às crenças, interesses e comportamentos anteriores do usuário. Isso cria um isolamento intelectual, limitando a exposição a opiniões divergentes e reforçando preconceitos.
Como toda novidade, reza o bom senso para termos parcimônia. Mas não é isso que se vê por aí.