Como um punhado de terra semeado com boa semente e invadido por ervas daninhas é o nosso coração. O espírito de violência e agressividade que há em nós diz: arranca imediatamente tudo o que é imaturo, errado, infantil e mau. O Mestre, pelo contrário, diz: tem paciência, não te precipites; tenhas calma, vai devagar. Perguntaram-lhe: “Quereis que arranquemos o joio?” A resposta é clara: “Não, porque correríeis o risco de arrancar também o trigo!”
É melhor adotar o estilo de Deus agir: para fazer florescer a terra seca, Ele semeia, sem descansar, sementes infinitas de vida; quando a massa parece não crescer, acrescenta-lhe um pouco de fermento.
Precisamos nos libertar dos falsos exames de consciência, das atitudes críticas negativas, que só se preocupam em perceber e medir o mal em nós, nos outros e ao nosso redor. Importa, antes de tudo, descobrir aquilo que de bom, de belo, de positivo e esperançoso Deus semeou em nós. Então sim, louvando e agradecendo, saberemos fazer com que dê fruto.
A mão de Deus é uma mão viva a semear a boa semente. Em cada um de nós algumas frutificam. É preciso ter olhos para ver. Só o positivo nos diz a verdade de uma pessoa; só o bem revela a essência íntima de cada um, porque provém de Deus.
O mal não revela a verdade de ninguém. Não somos somente o mal, o pecado ou o joio que está em nós. Não somos a nossa fraqueza. Somos maturação, processo de crescimento, de frutificação. Não fomos criados à imagem e semelhança do inimigo e das suas trevas, mas à imagem e semelhança do Criador e da sua luz.