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OPINIÃO

A taxa das blusinhas

A taxa das blusinhas é uma garantia dos empregos, da produção com arrecadação de impostos

Ivar Hartmann - Colunista | abcmais.com
Publicado em: 16/04/2026 às 12h:21 Última atualização: 16/04/2026 às 12h:26
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Há anos, o Jornal NH, da Capital Nacional do Calçado, mandou seu experiente e competente repórter, Aurélio Decker, para ver in loco como era possível que os sapatos chineses saíssem mais baratos que os brasileiros, fazendo concorrência desleal ao sapato nacional. Andou por lá, furungou e descobriu o milagre: milhões de chineses que trabalhavam por cama, comida e uns trocos no fim do mês. Leis sociais como no Brasil? Nenhuma. Faziam turnos nas máquinas e dormiam nas mesmas camas dos que se levantavam.

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Afora isso, a China tem 7 vezes mais habitantes que nossos 210 milhões. Assim, sua economia em escala é muito maior que a nossa. Frente a estas disparidades, um governo nacionalista teria de defender os empregos das empresas nacionais, que geram impostos no Brasil. Para isso foi criada a taxa das blusinhas, uma sobretaxa sobre os produtos chineses. Os empregados brasileiros garantiram seus empregos, as indústrias, suas máquinas, e o Governo Federal arrecadou mais de 42 bilhões de impostos.

O ideal, não fosse este um ano de eleições, e do PT querer manter-se no poder, era continuar como está.
Para eles, no entanto, indústria não significa desenvolvimento e empregos, significa ricos explorando pobres. Agronegócio não resulta em grãos baratos na mesa de todos e para exportar. Significa latifundiários que deveriam ceder suas terras para o improdutivo MST. Brasil não significa pátria, significa cofre para aproveitar. Por isso as entidades que representam setores que abrigam milhões de trabalhadores, lançaram manifesto contra a revogação da taxa. Mas os interesses de Lula não são os nacionais. Que acontecerá?

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