Tranquilo, pessoal. É um comentário sobre futebol. A Amarelinha nessa Copa recebeu um recado. Não somos mais os donos da bola. Definitivamente, seremos ultrapassados. Somos hexa eliminados.
Os jogadores-destaque, com exceção de Messi, nem chegaram a ver nossas estrelas mais fulgurantes em ação. Nossas táticas de jogo afundaram num oceano de confusão coestrelado pelo presidente dos Estados Unidos, que deu cartão vermelho para o regulamento, esse em constante metamorfose para otimizar o tempo de jogo. O futebol se basqueteou. O momento mais surreal foi a exagerada chamada para reidratação que acabou virando tempo técnico para os treinadores.
Em 1994, no mesmo país, com os mesmos graus Celsius, nada de recreio. Mas o que mais me chocou foi a dançante trilha sonora dos estádios que tocavam alto e bom som nos intervalos, canções coreográficas que quebravam o calor da disputa. Futebol hoje é entretenimento e um estupefaciente negócio. Se superbowlizou.
As pessoas vão aos estádios em busca de diversão. O músculo da competição atrofiou. Para mim, a Copa foi um grande baile, onde alguns aprenderam a dançar e outros escorregaram no piso sempre encharcadamente hidratado. Isso tudo sem contar o Clube Europeu, o clube do euro, onde todos os jogadores se encontram, joguem contra ou a favor, se conhecem e fazem festas de aniversário dos filhos juntos.
Uma megaconfraria que eventualmente os escala em times que representam suas bandeiras de origem. Um rachão com a grife Fifa. Parafraseando Pierre de Coubertin, o importante é participar.