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OPINIÃO

Acabou o respeito

Definitivamente, seremos ultrapassados. Somos hexa eliminados.

Mauro Blankenheim - Colunista | abcmais.com
Publicado em: 14/07/2026 às 13h:27 Última atualização: 14/07/2026 às 13h:27
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Tranquilo, pessoal. É um comentário sobre futebol. A Amarelinha nessa Copa recebeu um recado. Não somos mais os donos da bola. Definitivamente, seremos ultrapassados. Somos hexa eliminados.

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Os jogadores-destaque, com exceção de Messi, nem chegaram a ver nossas estrelas mais fulgurantes em ação. Nossas táticas de jogo afundaram num oceano de confusão coestrelado pelo presidente dos Estados Unidos, que deu cartão vermelho para o regulamento, esse em constante metamorfose para otimizar o tempo de jogo. O futebol se basqueteou. O momento mais surreal foi a exagerada chamada para reidratação que acabou virando tempo técnico para os treinadores.

Em 1994, no mesmo país, com os mesmos graus Celsius, nada de recreio. Mas o que mais me chocou foi a dançante trilha sonora dos estádios que tocavam alto e bom som nos intervalos, canções coreográficas que quebravam o calor da disputa. Futebol hoje é entretenimento e um estupefaciente negócio. Se superbowlizou.

As pessoas vão aos estádios em busca de diversão. O músculo da competição atrofiou. Para mim, a Copa foi um grande baile, onde alguns aprenderam a dançar e outros escorregaram no piso sempre encharcadamente hidratado. Isso tudo sem contar o Clube Europeu, o clube do euro, onde todos os jogadores se encontram, joguem contra ou a favor, se conhecem e fazem festas de aniversário dos filhos juntos.

Uma megaconfraria que eventualmente os escala em times que representam suas bandeiras de origem. Um rachão com a grife Fifa. Parafraseando Pierre de Coubertin, o importante é participar.

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