Não é outro o tambor que toca a nossa gente. Nosso povo que enfrenta crise em cima de crise. Desmandos em cima de desmandos. Todo tipo de política com sabor de velha política. De quatro em quatro anos, a esperança se desmancha novamente. A ilusão cai por terra. Assume governo, reassume governo, cai governo. E pensar que já acompanho esses movimentos há sete décadas e nada de melhor acontece. Nem posso mais ouvir a expressão País do Futuro, pois ela me soa como obscenidade. Triste sina!
Brasília, uma ilha em terra sem dono, onde os governantes parecem viver o seu êxtase, a cada novo quatriênio se revela um território mais inóspito do que a do mandato anterior. Surpresas incompreensíveis e inusitadas aparecem a toda hora. Aquele a quem você julgava não haver pecado imputável, surge sereno em meio à lama, como se ali fosse seu habitat. Quem chega com fama e conceito de lisura, perde em algum rasgo de tempo toda a compostura. Será que viveremos esse tempo de Brasil colônia de si mesmo, até o fim das nossas existências? Será? … como diz hoje a trend.
Lembro sempre de um jogo que joguei na infância: Moinho, que depois mudou de nome para Trilha. Ali o objetivo era cercar o adversário com um abre-fecha, estratagema que colocava o oponente numa arapuca, numa sinuca de bico onde a cada mexida, ele perderia suas pedras. Uma a uma, até sofrer o tiro de misericórdia. Ficar sem opção, sem saída e dar o jogo por perdido. Nocaute.
E é assim que vamos. Cada um fazendo a sua parte. Quantas vezes já ouvimos alguém dizer… vou cuidar do meu, que é o que me interessa. Hoje estamos sem força. À mercê. À deriva. Sustentados pela Brasiliência.