Havia um jovem adolescente entre os que seguiam Jesus de Nazaré e que se tornaram suas testemunhas. São conhecidos como os Doze Apóstolos. Aquele adolescente era o discípulo amado e se chamava João. Viveu longos anos. É dele a afirmação: “Deus é Amor” (1Jo 4,16). Se lhe pedíssemos que definisse o cristão, diria: O cristão é aquele que crê no amor.
Nós acreditamos no amor. Isso é muito importante, porque cada mulher, cada homem, cada criatura, até mesmo quem diz não acreditar em Deus, pode confiar no amor. Quem não acredita no amor condena-se a uma existência sem beleza, sem encanto, sem vida.
“Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho” (Jo 3,16). No Evangelho, o verbo amar é traduzido sempre por outro verbo forte, prático, concreto: o verbo dar, o verbo das mãos que se abrem e oferecem. Amar equivale a dar. Portanto, não nos interroguemos sobre o que podemos receber dos outros, mas sim sobre o que é que nós próprios podemos dar aos outros.
Amou tanto o mundo. Não só o ser humano. É o mundo que é amado, a terra é amada, os animais, as plantas e a criação inteira. E se Ele amou o mundo, também eu devo amar esta terra, os seus espaços, os seus filhos, o verde que nos mantém com vida, as flores que oferecem beleza. Deus não discrimina, oferece vida a todos, sem exceção.
De Deus não se deve ter medo. Bons filhos amam e respeitam. A festa da Trindade revela o coração de Deus e o sentido último do universo. A Trindade é verdade imensa, de luz esplendorosa e fascinante; é a fonte da vida; é amor que atrai; é fogo que incendeia de comunhão todas as nossas solidões; é mistério que nos abraça.