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OPINIÃO

Em plenos Estados Unidos, swish!

Oscar se tornou ícone em Indianápolis, passou a ser respeitado pelos próprios jogadores americanos da modalidade e visto como um ser alienígena, pois o Brasil era conhecido e reconhecido como terra de futebolistas

Mauro Blankenheim - Colunista | abcmais.com
Publicado em: 21/04/2026 às 17h:46 Última atualização: 21/04/2026 às 17h:46
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A virada liderada por Oscar Schmidt no jogo inesquecível contra os Estados Unidos se deu em território norte-americano. Não lembro se o ginásio estava cheio ou não. Devia estar. O jogo era uma final. A palavra pleno significa cheio, como em terraplenagem, mas adquiriu nos esportes outra conotação. Passou a ser usada quando o resultado provável não se realiza e o time de fora leva a taça ou o escore favorável.

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Há uma teoria de que a então nova semântica do adjetivo teria se originado no “Maracanazo” da Copa de 50, quando o Uruguai venceu o Brasil na final, o que se constituiu numa grande zebra, resultado bastante inesperado e frustrante para uma multidão de brasileiros em pleno Maracanã. Em 1979, o time que nunca perdeu derrotou o Vasco no Maracanã por 2 a zero, mas o estádio não estava completamente lotado. Quer dizer, pleno virou carimbo de resultado surpreendente na casa do adversário local. Crime fora de casa.

Oscar se tornou ícone em Indianápolis, passou a ser respeitado pelos próprios jogadores americanos da modalidade e visto como um ser alienígena, pois o Brasil era conhecido e reconhecido como terra de futebolistas. Mal sabiam eles da força que o atleta teve de fazer para se transformar em um cestinha endógeno com altura de craque, 2,05 metros e ambição de campeão.

Reza a lenda que durante a memorável virada, os globetrotters só ouviam a bola zunindo para dentro do aro: “swish”, como definem eles na onomatopeia do esporte, o ruído da bola tocando a redinha. Não posso garantir que foram só swishes, mas, ora bolas, o gol também vale quando antes bate na trave. Chuá!

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