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OPINIÃO

Emboscada para Trump

Ninguém pode simplesmente eliminar um seu desafeto do mundo, sem pagar duras penas por isso

Mauro Blankenheim - Colunista | abcmais.com
Publicado em: 05/05/2026 às 12h:59 Última atualização: 05/05/2026 às 12h:59
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Desde o seu retorno, o melenudo presidente americano certamente vive seu inferno astral. Fogos inimigos e amigos parecem estar se aliando para destronar o atual mandatário. Na guerra contra o Irã, os alertas de varrer o país do planeta e “hoje uma nação inteira vai morrer” se esboroam ao enfrentar a realidade.

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Ninguém pode simplesmente eliminar um seu desafeto do mundo, sem pagar duras penas por isso. Portanto, a hipótese aparenta estar fora de cogitação. As ameaças são bravatas do louro imperador.

Já indicado pelas pesquisas como provável perdedor das eleições deste ano, que vão trocar as cadeiras dos que mandam no presidente nas chamadas midterms, Trump esbarra no trunfo dos iranianos que é alargar o estreito ou estreitar ainda mais o já seletivo acesso aos mananciais mais importantes de combustível disponíveis para milhões de consumidores. Se atacar os pretendentes ao urânio beneficiado, leva pau. Se não, ele é que é o atacado.

O desgaste da função encaminha para uma nova gestão embora o GOP (sigla-slogan dos Republicanos) ainda veja chances de reverter. Uma das razões pelas quais os Estados Unidos ainda sustentam sua posição de líder global é a alternância no poder. Nos clubes de futebol, a alternância também é o grande motor de sua perpetuação. Se em formato SAF ou associativo, o que conta é a qualidade da gestão em administrar ativos, gerar receita e eventualmente ganhar títulos. Basicamente o mesmo que “Trumpis”, na fala de Lula, encara todos os dias no Oval Office.

A bola não entra por acaso. Um País não dá certo por sorte. É preciso um olho de dono.

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