Às vezes, me pego sendo Pollyanna, aquela protagonista do livro de Eleanor H. Porter, publicado em 1913. Na história, a jovem consegue ver um lado bom em tudo o que acontece. É o Jogo do Contente. Com esse pensamento, ela segue enfrentando as dificuldades da vida, desejando que os adultos caminhem sem nutrir mágoas ou tristezas profundas.
Pois, busco essa máxima. Em meio às possíveis tristezas e desilusões, estipulo um período para viver a melancolia, afinal, permanecer tempo demais dentro da tristeza não é libertador. Ao contrário, busco encontrar beleza nas miudezas, nos pequenos gestos, nas gentilezas desinteressadas.
Tenho urgência de viver, pois a vida não acontece na teoria e nem tão pouco no fundo do poço. Se chego lá, dou um impulso para subir, ver a luz e as possibilidades, em mais um dia de luta. Como diz o escritor Tiago Brunet, problemas são treinamentos, não o destino final, é parte do seu caminho, e não o seu destino.
A gente precisa se policiar, pois enfrentamos desafios fortes. Transformar a dor em lição pode fazer todo o processo valer a pena.
Como não existe caminho fácil, vou enganando o futuro; ressignificando o ontem. Se no final do dia houve machucados, o importante é que somei aprendizados. Sei que posso lançar a âncora em lugares diferentes. Afinal, eu me pertenço!
Trocando em miúdos, viver melhor é urgente. Por isso, sigo exercitando o meu lado Pollyanna, me reinventando, pois se querer bem é vital e celebrar as pequenas vitórias um combustível, que nos lança mais além.