Guerras, batalhas, armas… O que a Bíblia diz a respeito? Existe guerra justa? O cristão pode invocar o nome de Deus para matar “inimigos”? A Bíblia não deixa dúvidas, Deus abomina a violência. E faz uma promessa escatológica: “Ele acaba com as guerras no mundo inteiro, quebra os arcos, despedaça as lanças e destrói os escudos no fogo. Ele diz: Parem de lutar”. (Salmo 46)
E se o assunto são os “sinais dos tempos”, Jesus alertou: “Não tenham medo quando ouvirem o barulho de batalhas ou notícias de guerras. Tudo isso vai acontecer, mas ainda não será o fim. Uma nação vai guerrear contra outra, e um país atacará outro”.
Sobre a origem das guerras, Tiago responde: “Elas vêm dos maus desejos que estão sempre lutando dentro de vocês”. Ou, como disse Jesus: “É do coração que vêm os maus pensamentos, os crimes de morte…”. E daí os nomes que conhecemos: ganância, opressão, domínio, maldade.
No meio disto, a recomendação bíblica é buscar a paz e orar pelos “reis e por todos os outros que têm autoridade para que possamos viver uma vida calma e pacífica (…) Isso é bom, e Deus, o nosso Salvador, gosta disso” (1 Timóteo 2). O rei Salomão atendeu a oração, e recomendou: “Se o seu inimigo estiver com fome, dê comida a ele; se estiver com sede, dê água” (Provérbios 25). Mas, foi o Rei dos reis quem pregou no alto da montanha, esta que sempre foi campo de batalha: “Bem-aventuradas as pessoas que trabalham pela paz, pois Deus as tratará como seus filhos”.
E sobre “guerra justa”, é um conceito jurídico na colonização portuguesa para “justificar” em nome de Deus a escravização indígena. Sem comentários…