As pessoas desanimam. É normal. Temos vivido dias duros, sem o devido e merecido brilho, sem as gentilezas, que são um combustível para a alma.
Pensamos ser invencíveis e não nos damos conta do perigo. Exigimos tanto de nós, que perdemos energia. A rotina, com a companhia da desesperança, pode pesar demais. Agora deu! É urgente se permitir um colo, pois, apesar dos pesares, ninguém pode viver por nós. É preciso retomar os afetos. O modo “amor pelas pessoas” precisa ser reativado.
Os “nós” vão estar ali, a gente sabe, mas que tal desatar um a um e transformar em laços? Sabemos que a alma precisa de paz, mais um forte motivo para não abandonarmos a nossa coragem, que pode estar escondida.
Na falta de fôlego, recomenda-se parar, para recarregar as energias.
A coragem de desvendar caminhos tortuosos deve nos mover e servir de estímulo para seguir. Encontrar propósito é desafiador, mas necessário.
Reconhecer as fraquezas, fortalecer as qualidades, independente do outro. Afinal, não temos procuração para agradar a todos.
A vida vai selecionando e nos apresentando possibilidades. Como é feita de capítulos, até o final da história teremos várias opções. Por isso, como diz o poeta Allan Dias Castro, é muito bom receber a mensagem “calma, vai passar”, mas o que muda tudo é a que diz “calma, tô passando aí!”. Essa é transformadora!
É aos poucos que a vida vai dando certo! Desejo que os dias felizes sejam mais longos e que a gente tenha capacidade de atrair todo bem que habita em nós!