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OPINIÃO

Golpes bancários

E aí que está nossa grande arma: Ver o extrato físico que recebemos pelo correio

Ivar Hartmann - Colunista | abcmais.com
Publicado em: 18/06/2026 às 13h:18 Última atualização: 18/06/2026 às 13h:18
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Vorcaro de novo? Não, algo muito mais importante para nós: os golpes que sofremos em nossas próprias contas bancárias. Não falo das taxas que os bancos nos cobram, por nosso dinheiro depositado, e que eles aplicam e do qual resulta ganhos financeiros que não repartem. A exceção da Sicredi. Um parêntesis: depois de ser fiel depositante do Banrisul por décadas, emigrei para a Sicredi, que, ao final de cada ano, ao contrário dos demais bancos, divide conosco parte do lucro. O que é próprio das cooperativas.

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Falo dos golpes que nos atingem via cartões de crédito. Os cartões nos fornecem também um cartão virtual, com código de segurança de três números que mudam, salvo engano, todo mês. Ajuda, mas, quanto tempo vai demorar para acharem outra forma de nos ludibriar? Segundo meu gerente de conta, ainda é o mais seguro para compras virtuais. Ano passado debitaram na minha conta R$ 20 mil: aquisição de bitcoins. Promotor de justiça comprando bitcoins? Só se ganhou na Loto.

Semana passada, novo golpe. Em vez de vários milhares de reais, pequenas quantias de valores variados. Entre 200 reais e 300 reais ao longo do mês. No total somaram R$ 3 mil. Mas não foi o valor final que chamou a atenção. O que me chamou a atenção foi quando recebi o extrato físico das despesas e fui conferir. Muito fácil foi conferir. E aí que está nossa grande arma. Ver o extrato físico que recebemos pelo correio. Muitos bancos, por economia, não enviam mais o extrato físico, apenas o e-mail. Exigir taxativamente o papel com os lançamentos é fundamental para ver nossos débitos com calma, tomando mate. E com tempo de reclamar os lançamentos indevidos.

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