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OPINIÃO

Jovens há mais tempo

Chegar aos 60/70 exige resistência e vigilância permanentes

Gilberto Jasper - Colunista | abcmais.com
Publicado em: 15/04/2026 às 12h:12 Última atualização: 15/04/2026 às 12h:13
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No final de semana reencontrei velhos amigos. Uma amizade que remonta aos tempos do “futebol de salão”. Damos sonoras risadas. A maioria da “gurizada medonha” tem mais de 60 anos e compartilha das mesmas agruras, alegrias com filhos e netos e gosta de recordar os velhos tempos.

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Os desafios com a saúde são unanimidade. Todos compartilham do uso de medicamentos contínuos. Outro compromisso envolve exames/check-up frequentes e disciplina para seguir conselhos médicos.

Já o hábito de manter atividades físicas é polêmico. Alguns são “ratões de academia” e frequentam estes locais ao menos uma vez por semana. Outros fogem dos exercícios.

A preocupação com os pais é generalizada. Poucos têm o privilégio de ainda compartilhar da companhia de pai/mãe. Os felizardos mantêm inquietações sobre o que fazer. Nem todos têm condições de manter cuidadoras ou internar os pais em instituições dignas, com cuidados à altura.

Mas nem tudo são agruras para aqueles que são “jovens há mais tempo” e nasceram no século passado. As alegrias proporcionadas pelos filhos e netos compensam tantas preocupações dispendidas até que os herdeiros se tornassem adultos responsáveis. A possibilidade de viajar, conhecer novos lugares e reencontrar velhos amigos, ex-colegas de trabalho e de escola, constituem momentos incomparáveis.

Chegar aos 60/70 exige resistência e vigilância permanentes. Usar a experiência, sem abrir mão das novidades que aumentam nossa qualidade de vida, é apenas um dos macetes para driblar o destino, as doenças, a depressão e a tristeza.

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