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OPINIÃO

Lula, Motta e Alcolumbre no mesmo time

Se na busca dos votos do eleitorado cada um responde por sua ideologia e legenda partidária a que esteja vinculado, tudo se altera no exercício dos respectivos mandatos e nas possibilidades orçamentárias

Publicado em: 17/02/2025 às 11h:55 Última atualização: 17/02/2025 às 11h:56
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Quem disse que estariam divididos e em constante conflito os presidentes da República, do Senado e da Câmara dos Deputados? Se na busca dos votos do eleitorado cada um responde por sua ideologia e legenda partidária a que esteja vinculado, tudo se altera no exercício dos respectivos mandatos e nas possibilidades orçamentárias. Como assim, o que tem o orçamento da União a ver com isso?

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Pois, pasmem ou não, como quiserem. Até que se desenhassem as sucessões no Parlamento, o Brasil alinharia Lula, Motta (hoje presidente da Câmara) e Alcolumbre (agora presidente do Senado) em uma só escalação? Por conta de interesses nem sempre límpidos e democráticos, estão todos agora em um mesmo escrete: o selecionado que reúne quem pode fazer e desfazer o que bem entende com os recursos orçamentários do Brasil.

O noticiário anunciava uma série de investigações e diligências da Polícia Federal com o fim de apuração de uso indevido de emendas parlamentares, constatando-se propinas, desvios e outros cometimentos claramente abusivos e criminosos.

Na mesma data, ganhava espaço midiático a viagem de Lula, Davi Alcolumbre (União Brasil – AP) e Hugo Motta (Republicanos – PB) ao Amapá, onde cumprem atos da vida partidária do presidente do Senado, como se fossem coligados.

A busca de poder a qualquer preço está na raiz de passeios estranhos entre adversários ferrenhos. E então se começa a verificar o que realmente os moveu quando, exercendo o poder, definiram orçamentos secretos e emendas sem limites, sob gestão de quem não exercia o Executivo.

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