Não sei se era o lugar ou o cheiro. Passei em frente a uma casa abandonada e tive um déjà-vu. O corredor estreito, com mato alto e dois portões de grade me convidou a uma lembrança antiga — ou talvez a uma sensação. Casas abandonadas têm esse poder de nos suscitar memórias diversas. Foi num instante, naquela fresta em que o inconsciente espreita e se deixa flagrar. E bastou para um fragmento de recordação aflorar.Era um dia qualquer da minha infância. Eu estava com a minha mãe em um local parecido, com o mesmo tom de tarde e o odor...
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