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OPINIÃO

Me dá um dinheiro aí?

Ganhar dinheiro é tarefa cada vez mais árdua para os brasileiros

Gilberto Jasper - Colunista | abcmais.com
Publicado em: 03/06/2026 às 13h:06 Última atualização: 03/06/2026 às 13h:06
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Semana passada, li que o Banco Central pensa em extinguir o “dinheiro em papel” diante do sucesso do Pix. Se isso for realmente verdade, a decisão não causa surpresa. Além desta exitosa invenção brasileira, os pagamentos são feitos com uso de cartão de crédito/débito e até relógios de pulso modernos com as principais funções do cotidiano.

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O dinheiro, para pagar despesas e fazer investimentos, está escasso. “Dinheiro é qualquer item ou registro aceito em uma sociedade para pagar por bens, serviços e quitar dívidas. Mais do que cédulas ou moedas físicas, ele funciona como uma relação de confiança”. Ganhar dinheiro é tarefa cada vez mais árdua para os brasileiros.

O “dinheiro de papel” é cada vez mais raro. Em Porto Alegre, o transporte coletivo ou individual era espaço sagrado para este tipo de pagamento. Mas o uso de cartões, para ônibus e lotação impactou. Lotações, que dão os últimos suspiros diante da extinção, adotaram o uso das novas tecnologias.

Em modalidades de transporte mais seletivas – como Uber – raros motoristas aceitam dinheiro vivo. Risco de assaltos e a dificuldade para o troco são obstáculos para manter esta tradição de décadas. Inclusive os táxis relutam em receber cédulas. Aliás, esta modalidade se reinventou, aceitando cartões e Pix e retorna com força, deixando de ser um modelo usado apenas por idosos.

A tecnologia transforma todos os segmentos de atividade. O uso do dinheiro é onipresente. Estímulos não faltam. Além dos apelos publicitários tradicionais, hoje temos esta verdadeira praga que são as bets, o vício do jogo que oficialmente é crime. Mas é estimulado, inclusive pelo governo federal, com infindáveis jogos através da Caixa Federal.

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