A Semana do Meio Ambiente levanta um assunto que, na essência, faz parte da teologia cristã. Não faltam textos bíblicos para conscientizar o cristão no cuidado com a vida do planeta. Começando por Gênesis 2.15, a primeira lei ambiental para “cultivar e preservar o jardim”, o assunto segue por toda a Escritura e fecha com a profecia de Apocalipse 11.18, que Deus castigará os que destroem a terra.
Quando o profeta Oséias acusa que “não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus”, aponta para as consequências: “Por isso, a terra está de luto, e todos os seus moradores desfalecem, juntamente com os animais do campo e com as aves do céu; e até os peixes do mar estão morrendo”. Na carta aos Romanos, Paulo diz que “a criação está sujeita à vaidade”, e por isto “toda a criação a um só tempo geme e suporta angústias até agora”. São gemidos que acusam o ser humano que aniquila a diversidade da vida na face da terra.
O Salmo 24 lembra que “Ao Senhor pertence a terra e a sua plenitude, o mundo e os que nele habitam”. E se o grande mandamento bíblico é o amor ao próximo, a degradação ambiental afeta os mais vulneráveis e as gerações futuras, um pecado contra o “não matarás”.
A esperança cristã conforme promessa bíblica vislumbra o novo céu e a nova terra. No entanto, isto não autoriza o cristão pelo “nada adianta fazer” na expectativa de que tudo nesta terra um dia vai acabar. Resta dizer que o texto bíblico mais expressivo neste tema ambiental é o Salmo 104. Depois de enumerar a diversidade da criação e enaltecer o Criador, o salmista exulta: “Ó Senhor, tu tens feito tantas coisas e foi com sabedoria que as fizeste”.