Nas últimas semanas a arte de Michael Jackson arrebatou o mundo. O lançamento de seu filme inundou as redes sociais com seus hits e todos os canais das mídias repercutiram sua obra. Minha primeira coluna para o NH fez um amplo raio-X do que Michael viveu entre nós sobreviventes de seu desaparecimento, precocemente lá em 2009. Foi mais do que um simples texto, uma reverência.
Quem vê a casa restaurada onde o cantor nasceu em Gary, Indiana, não imagina a real situação que Michael viveu na infância. Catapultado pelo grupo Jackson 5, nada pôde reter seu talento disperso entre seus irmãos e que o fez despontar como uma estrela solitária trazendo à luz um novo tipo de artista: uma musicalidade extraordinária que incluía a capacidade de escrever canções com absoluta maestria, letra e melodia, cantar de um jeito peculiar e dançar como Gene Kelly e Fred Astaire gostariam de ter feito. Inovar brutalmente o mood da dança de uma forma definitiva.
Michael foi um foguete identificado como congênere do quilate de Stevie Wonder, Quincy Jones e Paul McCartney. Me atreveria a dizer que na música negra americana atual, não existe similar em evidência. Vamos concordar que notoriedade e sucesso não têm necessariamente nada a ver com talento.
No caso de Jackson é até difícil falar em legado, porque pessoas de 8 a 80 anos vibram no seu ritmo, repetem seus passos e suas vocalizações, mesmo sem saber que ele não vive mais aqui, muitas vezes sem saber seu nome. Altemar Dutra cantou: “Sonhei que eu era um dia um trovador, dos velhos tempos que não voltam mais…
Michael foi.