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OPINIÃO

Modernidade

A humanidade só pode ter progresso de verdade, se praticar e vivenciar o altruísmo

Publicado em: 24/04/2026 às 13h:41 Última atualização: 24/04/2026 às 13h:41
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Lendo o livro Nova Consciência – Altruismo e Liberdade, de Daniel Burkhard, lembrei-me de quando meus pais Eugenio e Cidia estavam entre nós, bem como meu mano Nilton, e não havia televisão. Costumávamos sentar nos fundos de casa e conversar: pai e mãe sobre o trabalho, nós sobre as aulas, e ainda fazíamos brincadeiras típicas da idade.

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O autor compara três épocas: 1960 = “Família reunida, conversando sobre as experiências do dia. A visita do vizinho era bem-vinda. 1970 = A televisão dominou o ambiente familiar. A visita do vizinho é um incômodo. 2000 = Cada um em seu espaço, com seu tablet e seu programa. A visita do vizinho não existe mais.” E agora, com os celulares fazendo de tudo, e até “pensando” por nós com a inteligência artificial, percebemos que a falta de comunicação produz mais isolamento, este gera o distanciamento, e daí provoca desconfiança. Esta gera medo, que estimula o desejo de poder, destruindo o tecido social, numa psicose coletiva. Na sequência surgem as guerras.

Ele então nos conduz a perceber que a humanidade só pode ter progresso de verdade, se praticar e vivenciar o altruísmo. Ao contrário do egoísmo, que nos leva a lutar sempre mais por benefícios próprios, o altruísmo nos faz direcionar o olhar aos demais, valorizando o crescimento e desenvolvimento das comunidades. Podemos praticar o altruísmo de diversas formas: participando de entidades de voluntários, associações, na política – esta cada vez mais tomada pelos interesses individuais. E no mínimo, destinando uma parcela dos impostos a organizações sociais.

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